Região do Cerrado Mineiro
Café
Indicação Geográfica: Região do Cerrado Mineiro
Número do Registro: IG201011
Data do Registro: IP registrada em 14/04/2005 e DO registrada em 31/12/2013
Requerente: Federação dos Cafeicultores do Cerrado
Selo Nacional: Denominação de Origem e Indicação de Procedência
Produto: Café verde em grão e café industrializado torrado em grão ou moído. O café verde em grão, da espécie coffea arabica, deve apresentar classificação mínima tipo 6, com máximo de 86 defeitos, cor verde ou esverdeada, não sendo admitidos grãos preto, verde e ardido. O café torrado ou moído tem a sua origem comprovada. A bebida deve obter nota mínima de 75, ser caracterizada por ter aroma intenso com notas variando entre o caramelo e nozes; acidez delicada, predominante cítrica; corpo de mediano a encorpado; sabor adocicado, achocolatado intenso; e, finalização de longa duração.
Delimitação geográfica: A região delimitada “Região do Cerrado Mineiro” é a área definida pela Portaria 165/95, de 27 de abril de 1995 do IMA, abrangendo as regiões do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e parte do Alto São Francisco e do Noroeste de Minas.
História: A Região do Cerrado Mineiro é pioneira nas Indicações Geográficas brasileiras. Foi a primeira região cafeeira reconhecida como Indicação de Procedência, no ano de 2005; e como Denominação de Origem, no ano de 2013. A procura pelo reconhecimento de um “Café de Atitude” segue tendências mundiais. O mercado em crescimento e em transformação é influenciado diretamente por novos consumidores mais exigentes e conscientes. A Região do Cerrado Mineiro, por meio de novas maneiras de agir, produzir e fazer negócios, responde a essa demanda com o seu café diferenciado, com qualidade e rastreabilidade. O café é cultivado em uma região que se encontra na faixa ideal de aptidão térmica para o café arábica (coffea arabica), permitindo frutificação uniforme e alta produtividade. Os cafeeiros são cultivados em áreas com altitude variando entre 800 e 1.300 metros, e o resultado é um café com identidade única e de qualidade. O solo possui propriedades químicas específicas, destacando a sua baixa fertilidade natural; acidez elevada, com PH inferior a 5,0; baixa matéria orgânica – valores inferiores a 2% em solos argilosos; baixo teor de fósforo disponível – inferior a 5 ppm; e baixo teor de cálcio, magnésio, potássio e micronutrientes. A umidade relativa do ar é reduzida quando comparada a tradicionais regiões cafeeiras, permitindo uma baixa acidez e sabor achocolatado. A maior quantidade de insolação favorece o aumento da produção e melhor maturação e colheita.
Contato: https://www.cerradomineiro.org/index.php?pg=regiao
Canastra
Café
Número: BR412022000012-6
Indicação Geográfica: Canastra
UF: Minas Gerais
Requerente: Associação dos Cafeicultores da Canastra
Produto: Café em grãos crus, beneficiados, torrados e torrados e moídos.
Data do Registro: 19/09/2023
Delimitação: Municípios de Medeiros, Bambuí, Doresópolis, Pimenta, Piumhi, Capitólio, São João Batista do Glória, Vargem Bonita, São Roque de Minas e Delfinópolis, todos do Estado de Minas Gerais.
História: Na região do Café da Canastra, a inter-relação entre a produção cafeeira e a preservação da biodiversidade, dos recursos hídricos e das relações histórico-culturais é fundamental. Esse conceito, conhecido como Eco-Cafeicultura, tem como objetivo criar condições favoráveis para o território, seus habitantes e o meio ambiente.
Como resultado, são produzidos cafés que transcendem os padrões de qualidade e certificações convencionais, gerando impactos positivos em toda a região.
A abordagem da Eco-Cafeicultura envolve todos os participantes, desde os produtores até os apreciadores de café.
Contato:
Associação dos Cafeicultores da Canastra
Endereço: Estrada Parnacanastra, Km 01, Zona Rural
Cidade: São Roque de Minas – MG
CEP: 37928-000
Telefone: (37) 99959-5179
Site: https://www.cafedacanastra.org.br/
E-mail: contato@cafedacanastra.org
Vale da Grama
Café
Número: BR402023000009-2
Indicação Geográfica: Vale da Grama
UF: São Paulo
Requerente: Associação dos Cafeicultores do Vale da Grama – ACVG
Produto: Café
Data do Registro: 03/12/2024
Delimitação: Está compreendida no território do município de São Sebastião da Grama, no estado de São Paulo, encerrando uma área total de 25.221,30 hectares.
A região produtora de cafés arábica está localizada entre duas cadeias de montanhas da Serra da Mantiqueira, no município de São Sebastião da Grama (SP).
Com um clima ameno, caracterizado por dias quentes e noites frias, e uma altitude superior a 1.000 metros, o processo de maturação do grão ocorre de forma mais lenta, favorecendo a qualidade do café produzido.
História: Historicamente, ao menos desde a segunda metade do século XIX, o clima ameno e o acesso a fontes de águas de qualidade atraíram as primeiras famílias produtoras de café para a região.
Nesse período, muitas famílias europeias imigraram para o Brasil, diversas delas tendo como destino a região do Vale da Grama, com o objetivo de cultivar café.
A colheita segue predominantemente manual até os dias atuais.
Contato:
Associação dos Cafeicultores do Vale da Grama – ACVG
Endereço: Rua dos Andradas, 162 – Centro
Cidade: São Sebastião da Grama/SP
CEP: 13790-000
Telefone: (19) 3646-1354
E-mail: assvaledagrama@hotmail.com
Site: www.valedagrama.com.br
Matas de Minas
Café
Número: BR402018000002-7
Indicação Geográfica: Matas de Minas
UF: Minas Gerais
Requerente: Conselho das Entidades do Café das Matas de Minas
Produto: Café em grãos crus, beneficiados, torrados e torrados e moídos
Data do Registro: 15/12/2020
Delimitação: Região formada por 64 municípios situados à leste do estado de Minas Gerais: Abre Campo, Alto Caparaó, Alto Jequitibá, Araponga, Caiana, Cajuri, Canaã, Caparaó, Caputira, Carangola, Caratinga, Chalé, Coimbra, Conceição de Ipanema, Divino, Durandé, Entre Folhas, Ervália, Espera Feliz, Eugenópolis, Faria Lemos, Fervedouro, Imbé de Minas, Inhapim, Jequeri, Lajinha, Luisburgo, Manhuaçu, Manhumirim, Martins Soares, Matipó, Miradouro, Miraí, Muriaé, Mutum, Orizânia, Paula Cândido, Pedra Bonita, Pedra Dourada, Piedade de Caratinga, Porto Firme, Raul Soares, Reduto, Rosário da Limeira, Santa Bárbara do Leste, Santa Margarida, Santa Rita de Minas, Santana do Manhuaçu, São Domingos das Dores, São Francisco do Glória, São João do Manhuaçu, São José do Mantimento, São Miguel do Anta, São Sebastião da Vargem Alegre, São Sebastião do Anta, Sericita, Simonésia, Teixeiras, Tombos, Ubaporanga, Vargem Alegre, Vermelho Novo, Viçosa e Vieiras.
História: O café chegou à região conhecida como Matas de Minas por meio da expansão do Vale do Rio Paraíba do Sul, ainda no século 19.
Por volta de 1970, o café se tornou o produto mais importante da agricultura regional, graças às condições ambientais relacionadas à altitude, à temperatura, à frequência e à quantidade de chuva e aos solos que favorecem o desenvolvimento do cultivo do café na região.
Nas últimas décadas, Matas de Minas vem adquirindo reconhecimento pela produção de cafés especiais tanto no mercado nacional quanto no internacional.
Em 1995, pela primeira vez um produtor da região foi finalista do Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café. Em 1997, outro produtor também foi finalista na mesma premiação.
A partir de 2000, os prêmios passaram a ser recorrentes, incluindo o primeiro lugar obtido por um café da região no concurso da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA).
Contato:
Conselho das Entidades do Café das Matas de Minas
Endereço: Av. Barão do Rio Branco, 353
Cidade: Manhuaçu/MG
CEP: 36900-000
Telefone: +55 (33) 3332-4636
Site: www.matasdeminas.org.br
E-mail: info@matasdeminas.org.br
Região de Pinhal
Café
Número: BR402014000001-8
Indicação Geográfica: Região de Pinhal
UF: São Paulo
Requerente: Conselho do Café da Mogiana de Pinhal – COCAMPI
Produto: Café Verde e Café Torrado e Moído
Data do Registro: 19/07/2016
Delimitação: Os municípios que compõem a Região de Pinhal são Espírito Santo do Pinhal, Santo Antônio do Jardim, Aguaí, São João da Boa Vista, Água da Prata, Estiva Gerbi, Mogi Guaçu e Itapira, todos localizados no Estado de São Paulo.
A região está situada entre os contrafortes da Serra da Mantiqueira, com relevo caracterizado por morros e cristas (“mares de morros”), altitudes entre 800 e 1.100 metros e solos do tipo Cambissolos e Podzólicos vermelho-amarelados.
O território apresenta rica rede hidrográfica, com destaque para as bacias dos rios Mogi Guaçu e Jaguari Mirim, além de condições naturais que favorecem o cultivo do café.
História: A história da cafeicultura na região começa por volta de 1850, sendo diretamente responsável pelo desenvolvimento econômico e social do território.
Em 1881 foi criada a Comarca do Espírito Santo do Pinhal, e em 1883 o município foi elevado à categoria de cidade, impulsionado pela riqueza gerada pelo café.
Desde 1867, a Colônia de Nova Lousã destacou-se pelo uso do trabalho livre, tornando-se referência histórica e recebendo inclusive a visita do Imperador Dom Pedro II em 1878.
A cafeicultura também viabilizou investimentos em infraestrutura, como a ferrovia inaugurada em 1889, facilitando o transporte, a circulação de informações e o crescimento da produção cafeeira.
Contato:
Conselho do Café da Mogiana de Pinhal – COCAMPI
Endereço: Rua Eduardo Teixeira, 120 – Centro
Cidade: Espírito Santo do Pinhal/SP
CEP: 13.990-000
Telefone: +55 (19) 3661-8181
Site: www.coopinhal.coop.br
Sudoeste de Minas
Café
Número: BR402022000007-3
Indicação Geográfica: Sudoeste de Minas
UF: Minas Gerais
Requerente: ASSOCIAÇÃO DOS CAFEICULTORES DO SUDOESTE DE MINAS
Produto: Café em grãos crus, beneficiados, torrados e torrados e moídos.
Data do Registro: 25/07/2023
Delimitação: A área geográfica delimitada para produção de café abrange os municípios de Arceburgo, Alpinópolis, Alterosa, Bom Jesus da Penha, Botelhos, Cabo Verde, Carmo do Rio Claro, Conceição da Aparecida, Fortaleza de Minas, Guaxupé, Guaranésia, Itamogi, Jacuí, Juruaia, Monte Belo, Monte Santo de Minas, Muzambinho, Nova Resende, Passos, São Pedro da União e São Sebastião do Paraíso.
História: A história do café do Sudoeste de Minas remonta ao século XIX, havendo registros de produção desde 1874.
A partir da década de 1880, a cafeicultura teve forte expansão, e em 1920 a região já representava 10,35% da área cafeeira do estado de Minas Gerais.
Com o tempo, consolidou-se como uma região altamente especializada na produção de café, característica que se fortaleceu a partir da década de 1970 com a vocação agroexportadora.
Não por acaso, o café tornou-se a principal atividade econômica da região, impulsionando a modernização urbana e o desenvolvimento de outros setores industriais.
Contato:
ASSOCIAÇÃO DOS CAFEICULTORES DO SUDOESTE DE MINAS
Endereço: Rua Coronel João Ferreira Barbosa, nº 47 – Centro
Cidade: São Pedro da União – MG
CEP: 37855-000
Telefone: –
Site: https://sudoestedeminas.org.br/
E-mail: contato@sudoestedeminas.org.br
Chapada Diamantina
Café
Número: BR412022000019-3
Indicação Geográfica: Chapada Diamantina
UF: Bahia
Requerente: Aliança dos Cafeicultores da Chapada Diamantina
Produto: Café
Data do Registro: 15/10/2024
Delimitação: Os limites contemplam 24 municípios inseridos na Mesorregião Centro Sul Baiano, sendo eles: Abaíra, Andaraí, Barra da Estiva, Boninal, Bonito, Ibicoara, Ibitiara, Iramaia, Iraquara, Itaeté, Jussiape, Lençóis, Marcionílio Souza, Morro do Chapéu, Mucugê, Nova Redenção, Novo Horizonte, Palmeiras, Piatã, Rio de Contas, Seabra, Souto Soares, Utinga e Wagner.
História: A Chapada Diamantina, no coração da Bahia, é uma região de beleza natural e rica em história. O cultivo de café começou no século XIX, impulsionado pelo potencial agrícola local.
A partir dos anos 1990, os produtores da região passaram a investir em práticas sustentáveis e técnicas inovadoras, buscando maior qualidade.
Esse movimento resultou no reconhecimento da Indicação Geográfica na modalidade Denominação de Origem (DO) para o Café da Chapada Diamantina, reforçando sua excelência e identidade única.
O terroir da região é fundamental para as características especiais do café. Com altitudes entre 400 e 1.600 metros, clima tropical de altitude e solos minerais bem drenados, a Chapada oferece condições ideais para o cultivo.
Análises químicas da Universidade Federal da Bahia identificaram um perfil diferenciado nos cafés da região, com altos teores de ácidos orgânicos, clorogênicos e lipídeos, que os destacam entre os cafés da Bahia e do Brasil.
Sensorialmente, o Café da Chapada Diamantina apresenta notas complexas que variam de frutas cítricas a chocolate e melaço, aromas florais e frutados, corpo aveludado, acidez equilibrada e uma finalização limpa e prolongada, proporcionando uma experiência gustativa rica e harmoniosa.
Contato:
Aliança dos Cafeicultores da Chapada Diamantina
Endereço: Rua Canjerana, nº 27
Cidade: Ibicoara/BA
CEP: 46760-000
Telefone: (77) 98157-2583
E-mail: matostpm@gmail.com
Montanhas do Espírito Santo
Café
Número: BR412019000017-4
Indicação Geográfica: Montanhas do Espírito Santo
UF: Espírito Santo
Requerente: Associação de Produtores de Cafés Especiais das Montanhas do Espírito Santo – ACEMES
Produto: Café
Data do Registro: 05/04/2021
Delimitação: Limite geopolítico dos municípios de Afonso Claudio, Alfredo Chaves, Brejetuba, Castelo, Conceição do Castelo, Domingos Martins, Iconha, Itaguaçu, Itarana, Marechal Floriano, Rio Novo do Sul, Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa, Santa Leopoldina, Vargem Alta e Venda Nova do Imigrante.
História: A produção cafeeira das Montanhas do Espírito Santo continua a se reproduzir em grande parte de acordo com herança secular, com predomínio da pequena propriedade agrícola, uso de mão de obra da agricultura familiar e trabalho realizado de forma majoritariamente artesanal.
A miscigenação cultural das unidades familiares produtoras de café, formadas principalmente por descendentes de portugueses, alemães e italianos, com seus respectivos saberes, contribui como um elemento de diferenciação da região.
Contato:
Associação de Produtores de Cafés Especiais das Montanhas do Espírito Santo – ACEMES
Endereço: Rua Lourenço Lourenção, 114
Bairro: Centro
Cidade: Venda Nova do Imigrante/ES
CEP: 29375-000
Telefone: +55 (28) 99956-2391
Site: Instagram
E-mail: acemes.ig@gmail.com
Norte Pioneiro do Paraná
Café
Número: IG200903
Indicação Geográfica: Norte Pioneiro do Paraná
UF: Paraná
Requerente: Associação dos Cafés Especiais do Norte Pioneiro do Paraná
Produto: Café verde em grão e industrializado torrado em grão e/ou moído
Data do Registro: 29/05/2012
Delimitação: A delimitação da área geográfica refere-se aos 45 municípios das regiões administrativas do estado do Paraná, representadas pelas associações AMUNORPI e AMUNOP.
História: O Norte Pioneiro do Paraná foi o portal de entrada para a colonização de toda a região norte paranaense. Quando os cafeicultores iniciaram a subida do curso do rio Paraíba, identificaram o planalto de São Paulo como ideal para suas plantações, local onde começa a convergência do cultivo para as terras roxas do oeste paulista.
Consequentemente, São Paulo passou a ser o principal produtor de café do Brasil e o principal fornecedor para o mercado externo.
No entanto, com a cobrança de impostos por novos pés de café, os fazendeiros do sudeste paulista buscaram novas áreas e escolheram as terras roxas do Paraná.
O cultivo itinerante do café determinou a vinda de diversos tipos de imigrantes, impulsionou a construção de ferrovias e estabeleceu as relações econômicas da região. Mais de 200 cidades surgiram na metade do século XX, como Jacarezinho, Cornélio Procópio, Londrina e Maringá.
Tradicionais famílias vivem na região, com mais de 100 anos de rica história ligada ao café.
Contato:
Associação dos Cafés Especiais do Norte Pioneiro do Paraná – ACENPP
Endereço: Rua Vicente Machado, 186
Cidade: Abatea/PR
CEP: 86.460-000
Telefone: +55 (43) 998423063
Site: www.acenpp.com.br
E-mail: cocenpp@cocenpp.com.br
Matas de Rondônia
Café
Número: BR412020000004-0
Indicação Geográfica: Matas de Rondônia
UF: Rondônia
Requerente: Cafeicultores Associados da Região Matas de Rondônia – CAFERON
Produto: Café em grão do tipo Robusta Amazônico
Data do Registro: 01/06/2021
Delimitação: A área da Denominação de Origem Matas de Rondônia está localizada entre os paralelos 10° e 14° Sul e os meridianos 60° e 64° Oeste, abrangendo os municípios de Alta Floresta D’Oeste, Alto Alegre dos Parecis, Alvorada D’Oeste, Cacoal, Castanheiras, Espigão D’Oeste, Ministro Andreazza, Nova Brasilândia D’Oeste, Novo Horizonte do Oeste, Primavera de Rondônia, Rolim de Moura, Santa Luzia D’Oeste, São Felipe D’Oeste, São Miguel do Guaporé e Seringueiras.
História: O início do plantio de café na região Amazônica ocorreu ainda no século XVIII, no atual estado do Pará. O crescimento da produção comercial se tornou expressivo apenas na década de 1970, especialmente em Rondônia.
Em Cacoal, município da Zona da Mata de Rondônia, as primeiras sementes chegaram na década de 1960. Entre os anos de 1980 e 1990, a expansão foi tão significativa que o município recebeu o título de “Capital do Café”.
Com a queda dos preços, a primeira década do século XXI foi marcada por crise na produção. A partir de 2013, com a união da cadeia produtiva, o café voltou a ganhar destaque na região.
Contato:
Cafeicultores Associados da Região Matas de Rondônia – CAFERON
Endereço: Rua Princesa Isabel, 1640
Bairro: Liberdade
Cidade: Cacoal/RO
CEP: 78976-335
Telefone: +55 (69) 99955-0993
Site: www.caferon.org.br
E-mail: cafecaferon@gmail.com
Região de Garça
Café
Número: BR402020000017-5
Indicação Geográfica: Região de Garça
UF: São Paulo
Requerente: Conselho do Café da Região de Garça – SP (Congarça)
Produto: Café da espécie Coffea arabica nas seguintes condições: em grãos verdes (café cru), em grãos torrados e em grãos torrados e moídos
Data do Registro: 22/11/2022
Delimitação: A indicação de procedência da Região de Garça está situada no centro-oeste paulista e se configura por um conjunto de 15 municípios do estado de São Paulo: Garça, Gália, Vera Cruz, Marília, Alvinlândia, Álvaro de Carvalho, Duartina, Cafelândia, Pirajuí, Júlio Mesquita, Guarantã, Ocauçu, Lupércio, Lucianópolis e Fernão.
História: Parte da história, tradição e cultura dos municípios que compõem a Indicação Geográfica, a produção cafeeira da Região de Garça remonta ao início do século XX. Essa atividade contribui para a emancipação de alguns municípios do estado de São Paulo e para a expansão da rede ferroviária da região.
Um dos maiores produtores de café do estado, a Região de Garça também realiza, desde 2018, o Concurso de Cafés Especiais da Região de Garça. O concurso busca incentivar e valorizar a produção de café, premiando os agricultores com cafés de qualidade. Esse evento proporciona ainda mais visibilidade para o produto.
Contato:
Conselho do Café da Região de Garça – SP (Congarça)
Endereço: Rua Ribeirão da Garça 31l
Bairro: Labienópolis
Cidade: Garça/SP
CEP: 17400000
Telefone: +55 (14) 3407-1400
Site: www.regiaodegarca.org
Mantiqueira de Minas
Café
Número: IG200704
Indicação Geográfica: Mantiqueira de Minas
UF: Minas Gerais
Requerente: Associação dos Produtores de Café da Mantiqueira – APROCAM
Produto: Café verde em grão e café industrializado torrado em grão ou moído
Data do Registro: 31/05/2011
Delimitação: A delimitação corresponde aos 25 municípios que compõem a área de abrangência da Serra da Mantiqueira em Minas Gerais, localizados na região denominada Mantiqueira de Minas, demarcada por meio da portaria IMA nº 1600, de 11 de abril de 2016. São eles: Baependi, Brasópolis, Cachoeira de Minas, Cambuquira, Campanha, Carmo de Minas, Caxambu, Conceição das Pedras, Conceição do Rio Verde, Cristina, Dom Viçoso, Heliodora, Jesuânia, Lambari, Natércia, Olímpio Noronha, Paraisópolis, Pedralva, Piranguinho, Pouso Alto, Santa Rita do Sapucaí, São Lourenço, São Gonçalo do Sapucaí, São Sebastião da Bela Vista e Soledade de Minas.
História: A economia regional é fundamentada na agropecuária, sendo a cafeicultura a principal atividade econômica responsável pela geração de empregos e receitas.
A cafeicultura da Região Mantiqueira de Minas teve seu início no século 19, sendo aos poucos implantada em municípios vizinhos, expandindo a cada ano sua área plantada e atualmente possui 55.000 hectares de café.
Sendo um dos maiores patrimônios existentes, o reconhecimento de produtos devido às suas características singulares, associadas à sua origem, a APROCAM iniciou seu projeto de Indicação Geográfica, com o objetivo de buscar um diferencial para a região, que tem tradição na produção cafés finos, conquistando cada vez mais grande visibilidade tanto no mercado nacional como internacional.
Em 09 de junho de 2020, a Região passa a ter o reconhecimento como “DENOMINAÇÃO DE ORIGEM MANTIQUEIRA DE MINAS”, demonstrando que a combinação dos fatores geográficos e humanos caracteriza a região como produtora de cafés de alta qualidade, com características peculiares, resultando em cafés com doçura, acidez e corpo pronunciados.
Como região de tradição secular, a cafeicultura encontra-se em sua quarta ou quinta geração, demonstrando um movimento contínuo de sucessão familiar, perpetuando assim a cafeicultura regional.
A cafeicultura da Região Mantiqueira de Minas é, ao mesmo tempo, tradicional e moderna.
A tradição traduz o respeito aos nossos antepassados, ao nosso território e à experiência adquirida pela produção secular de cafés na região.
A modernidade traduz o movimento dinâmico na busca pela evolução na produção de cafés de alta qualidade, adequando-se às necessidades atuais, mas também mantendo a autenticidade de nossa origem, valorizando um futuro sustentável para nossa região.
Esse é nosso espírito: “TRADIÇÃO E VANGUARDA” NA PRODUÇÃO DE CAFÉS RAROS E SURPREENDENTES.
Contato:
Associação dos Produtores de Café da Mantiqueira – APROCAM
Endereço: Rua Virgílio Alves Pereira, 55 – Sala 01
Bairro: Novo Horizonte
Cidade: Carmo de Minas/MG
CEP: 37472-000
Telefone: +55 (35) 99702-5693
Alta Mogiana
Café
Número: IG200703
Indicação Geográfica: Alta Mogiana
UF: São Paulo
Requerente: Associação dos Produtores de Cafés Especiais da Alta Mogiana
Produto: Café
Data do Registro: 17/09/2013
Delimitação: A região delimitada de Alta Mogiana engloba os municípios de: Altinópolis; Batatais; Buritizal; Cajuru; Cristais Paulista; Franca; Itirapuã; Jeriquara; Nuporanga; Patrocínio Paulista; Pedregulho; Restinga; Ribeirão Corrente; Santo Antônio da Alegria e São José da Bela Vista.
História: É de longa data que se encontra registro sobre o plantio de café na região. A região da Alta Mogiana é associada ao café há mais de 100 anos. O Código de Postura da Câmara Municipal de Franca, de 1833, obrigava os agricultores a plantar e manter 25 pés de café por cada braça de terreno, sob multa de $2.000, ou um dia de detenção.
No entanto, foi com a chegada da ferrovia, e a inauguração da Estação de Franca, na década de 1890, que a cafeicultura se consolida como principal atividade econômica. A presença de imigrantes, nesta mesma época, era cada vez mais constante.
O aumento da população de imigrantes, principalmente italianos, era acompanhado por uma explosão da produção de café. A cultura cafeeira era privilégio dos maiores proprietários da terra. A parceria entre os proprietários e os imigrantes mostrou-se rentável a ambos. Desde então, a região sempre foi um polo qualitativo de café.
Contato:
Associação dos Produtores de Cafés Especiais da Alta Mogiana – AMSC
Endereço: Rua Diogo Feijó, 1915
Bairro: Estação
Cidade: Franca/SP
CEP: 14.405-2012
Telefone: +55 (16) 3017-0705
Site: www.amsc.com.br
E-mail: altamogiana@amsc.com.br
Campo das Vertentes
Café
Número: BR402019000013-5
Indicação Geográfica: Campo das Vertentes
UF: Minas Gerais
Requerente: Associação dos Cafeicultores do Campo das Vertentes – ACAVE
Produto: Café em grão verde e café industrializado na condição de torrado em grão e moído
Data do Registro: 24/11/2020
Delimitação: A área geográfica é representada pelos 17 municípios que compõem a área de abrangência do Campo das Vertentes, em Minas Gerais: Bom Sucesso, Camacho, Campo Belo, Cana Verde, Candeias, Carmo da Mata, Conceição da Barra de Minas, Ibituruna, Nazareno, Oliveira, Perdões, Ritápolis, Santana do Jacaré, Santo Antônio do Amparo, São Francisco de Paula, São João Del Rei e São Tiago.
História: Apesar de a relevância da cultura cafeeira na região ser evidenciada apenas a partir da segunda metade do século 20, há registros de propriedades cafeicultoras desde a década de 1860 naquele território.
Até então, a produção cafeeira das fazendas da região se dava em pequena escala e destinava-se, sobretudo, para consumo próprio.
Na década de 1970, contudo, o Plano de Renovação e Revigoramento de Cafezais estimulou a introdução de novas técnicas de plantio, como a utilização de cultivo em curvas de nível, a produção de mudas em viveiros e a adubação química.
Nos últimos anos, a região encontra-se em direção à produção de grãos nobres de café da espécie arábica, mais doces e com aroma diferenciado, reconhecido como gourmet.
A expansão da produção consolidou a vocação agroexportadora da região de Campo das Vertentes.
Contato:
Associação dos Cafeicultores do Campo das Vertentes – ACAVE
Endereço: Rua José Carlos de Carvalho, 22
Bairro: Centro
Cidade: Santo Antônio do Amparo/MG
CEP: 37262-000
Telefone: +55 (21) 2533-1678
Site: acave.com.br
E-mail: fabricio@welge.com.br
Caparaó
Café
Número: BR412019000005-0
Indicação Geográfica: Caparaó
UF: Espírito Santo
Requerente: Associação de Produtores de Cafés Especiais do Caparaó – APEC
Produto: Café da espécie Coffea arabica em grãos verdes (café cru), industrializado na condição de torrado e/ou torrado e moído
Data do Registro: 02/02/2021
Delimitação: Localizada na divisa entre o Espírito Santo e Minas Gerais, a área abrange as imediações do Parque Nacional do Caparaó. Com 4.754,63 km² de extensão, o território é composto pela totalidade da área de 16 municípios, sendo dez no Espírito Santo e seis em Minas Gerais. No Espírito Santo: Dores do Rio Preto, Divino de São Lourenço, Guaçuí, Alegre, Muniz Freire, Ibitirama, Iúna, Irupi, Ibatiba e São José do Calçado. Em Minas Gerais: Espera Feliz, Caparaó, Alto Caparaó, Manhumirim, Alto Jequitibá e Martins Soares.
História: A cafeicultura faz parte da história das famílias dos agricultores. Em ciclos que se retroalimentam, os filhos nascem em meio a esse cenário e crescem tomando para si a condição de produtores de café, ultrapassando a questão da condição econômica.
Contudo, embora essa seja uma tradição, somente após a ocupação das áreas menos acidentadas é que foi iniciada a cafeicultura de montanha, característica marcante do Caparaó.
A jornada até o reconhecimento da qualidade do café produzido ali não foi curta. Durante décadas, o café do Caparaó sofreu com deságios nos preços por ter sua bebida classificada como sendo de paladar inferior.
A mudança nessa percepção só aconteceu quando os próprios produtores passaram a reconhecer e acreditar na qualidade dos grãos que produziam.
Foi assim que, a partir de 2010, os cafeicultores da região começaram a participar e a ganhar vários concursos que reconhecem a produção de cafés de alta qualidade, ao mesmo tempo em que estimulam as melhores práticas agrícolas e a sustentabilidade.
Desde então, o café do Caparaó vem ganhando cada vez mais reconhecimento nacional e internacional como um produto diferenciado.
Contato:
Associação de Produtores de Cafés Especiais do Caparaó – APEC
Endereço: Estrada Parque, Km 1,5
Cidade: Dores do Rio Preto/ES
CEP: 29580-000
Telefone: +55 (28) 3552-1102
Página oficial: instagram.com/do_caparao
E-mail: apec.caparao@gmail.com
Oeste da Bahia
Café
Número: BR 402014000005-0
Indicação Geográfica: Oeste da Bahia
UF: Bahia
Requerente: Associação dos Cafeicultores do Oeste da Bahia – Abacafe
Produto: Café verde em grãos, da espécie Coffea arábica
Data do Registro: 14/05/2019
Delimitação: Abrange os terrenos com altitudes a partir de 700 metros, dos seguintes municípios: Formosa do Rio Preto, Santa Rita de Cássia, Riachão das Neves, Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, São Desidério, Catolândia, Baianópolis, Correntina, Jaborandi e Cocos.
História: Os primeiros registros de cultivo do cafeeiro na região Oeste da Bahia datam do início do século XX, com cultivos de pequena produção nos vales úmidos da região.
Nas décadas de 70 e 80, ocorreram experimentos com o cultivo do cafeeiro no bioma cerrado, em áreas acima de 700 metros e em condição de sequeiro.
Apesar dos resultados iniciais não serem expressivos, esses experimentos motivaram produtores a investirem na cafeicultura com a adoção da irrigação, sendo atualmente 100% irrigada.
A história da cafeicultura pode ser dividida em duas fases: a primeira, entre os anos 1960/1970, com produção de subsistência; e a segunda, a partir de 1994, com o início do plantio comercial irrigado.
Registros do início do século XX já indicavam a comercialização de café em Barreiras, um dos municípios da região.
Desde os anos 1990, a produção se desenvolve continuamente, representando cerca de 20% da produção total de café da Bahia. A região, predominantemente de Cerrado, cultiva café em altitudes acima de 700 metros.
A consolidação da região como polo produtor se deu pela experiência acumulada dos agricultores, além de reconhecimento em estudos técnicos e acadêmicos.
Contato:
Associação dos Cafeicultores do Oeste da Bahia – Abacafe
Endereço: Rua Sergipe, 388 – Centro
Cidade: Luís Eduardo Magalhães/BA
CEP: 47.850-000
Telefone: (77) 3628-2356
E-mail: adm@abacafe.org.br
Espírito Santo
Café
Número: BR402020000002-7
Indicação Geográfica: Espírito Santo
UF: Espírito Santo
Requerente: Federação dos Cafés do Estado do Espírito Santo – FECAFÉS
Produto: Café conilon
Data do Registro: 11/05/2021
Delimitação: Limites geopolíticos do estado do Espírito Santo.
História: O Espírito Santo é referência nacional e mundial no desenvolvimento da cafeicultura do café conilon, iniciada no estado ainda em 1912, com a introdução das primeiras mudas e sementes do produto.
A expansão do cultivo dessa espécie de café ocorreu a partir da década de 1960, em razão da crise cafeeira que levou à erradicação de grande parte da lavoura estadual, anteriormente composta majoritariamente por café arábica.
Na última década, houve uma evolução significativa nos padrões de qualidade do café conilon do Espírito Santo, resultado do trabalho de conscientização sobre boas práticas agrícolas, promovido por instituições públicas e privadas do setor.
Contato:
Federação dos Cafés do Estado do Espírito Santo – FECAFÉS
Endereço: Avenida João XXIII, 08
Bairro: Centro
Cidade: São Gabriel da Palha/ES
CEP: 29780-000
Telefone: +55 (27) 2158 1000
Machu Picchu - Huadquiña
Café
Indicação Geográfica: Machu Picchu – Huadquiña
Número do Registro: Resolução N° 003917-2011/DSD-INDECOPI.
Data de registro: 08 de março de 2011
Requerente: Cooperativa Agraria Cafetalera Huadquiña Ltda. N° 109
Selo Nacional: Denominação de Origem e indicação de procedência.
Produto: Este café de grão verde, 100% Coffea arabica L. e de produção orgânica, destaca-se por seu aroma intenso, sabor equilibrado, acidez doce, corpo denso e uma persistência notável na boca.
Sua qualidade excepcional se explica pelo ambiente onde é cultivado. As plantações se encontram perto dos vales que rodeiam o majestoso Santuário Histórico de Machu Picchu, em uma geografia influenciada pelos nevados Salkantay, Sacsarayoc e Humantay.
Esses imponentes glaciares resfriam os ventos que percorrem os vales, criando um microclima ideal para o desenvolvimento do café.
Uma característica distintiva é o método de beneficiamento úmido realizado artesanalmente por cada produtor. Após uma colheita seletiva da cereja, os frutos passam por fermentação, despulpamento e lavagem com águas puras provenientes de mananciais e glaciares. Depois, o grão é seco ao sol até alcançar seu estado de pergaminho.
Este processo descentralizado e cuidadosamente manejado por cada agricultor constitui um dos traços que diferencia o café Huadquiña de outras zonas produtoras.
Delimitação geográfica: A zona geográfica delimitada encontra-se no caserío de Huadquiña, distrito de Santa Teresa, província de La Convención, na região Cusco.
A área de cultivo se estende em um intervalo altitudinal de 1500 a 2250 metros acima do nível do mar, abrangendo as bacias e margens dos rios Santa Teresa, Sacsara, Vilcabamba e Lucumayo, que desembocam na bacia principal do rio Vilcanota.
Este território encontra-se em um ambiente geográfico privilegiado, nas proximidades do Santuário Histórico de Machu Picchu e sob a influência dos imponentes nevados Salkantay, Sacsarayoc e Huamantay.
O caráter único deste café provém de um microclima excepcional.
A proximidade aos nevados resfria os ventos que atravessam os vales estreitos e íngremes, permitindo uma maturação lenta e completa do grão.
O cultivo sob sombra natural de árvores nativas, junto com a menor radiação solar e uma alta umidade relativa (75–83%), favorece a acumulação de compostos orgânicos.
O resultado é um café de excelente corpo e um perfil sensorial distintivo.
História: A história do café em Huadquiña começa por volta da década de 1930, quando apenas algumas plantas cresciam nas grandes haciendas e seu consumo estava reservado aos proprietários de terras.
Os trabalhadores, proibidos de consumi-lo, começaram a levar discretamente alguns grãos para semeá-los nas hortas de suas moradias, iniciando assim a expansão do cultivo.
Com as mudanças agrárias no país e o crescente valor internacional do café, essa semeadura inicial foi se expandindo.
A partir de um número reduzido de plantas, os agricultores multiplicaram e adaptaram o cultivo em suas parcelas, dando origem à tradição cafeeira que distingue atualmente Huadquiña.
Contato da entidade representativa: Cooperativa Agraria Cafetalera Huadquiña Ltda. N° 109
Carretera Huadquiña N°132, Santa Teresa, Cusco – Peru
Telefone: +51 938 407 295
Site: https://cac-huadquina.com
E-mail: gerencia@cachuadquina.com
Café Villa Rica
Café
Indicação Geográfica: Café Villa Rica
Número do Registro: Resolução N° 12784-2010/DSD-INDECOPI.
Data de registro: 20 de agosto de 2010
Requerente: Consejo Reguladordela Denominação de OrigemCafé Villa Rica
Selo Nacional: Denominação de Origem
Produto: O produto registrado, Café Villa Rica, é um café em grano verde de alta qualidade, cujo perfil distintivo é o resultado direto de um meticuloso processo produtivo e do profundo conhecimento de suscaficultores.
Sua produção é desenvolvida sob um sistema agroflorestal, onde o café cresce sob sombra de árvores nativas e exóticas que regulam a umidade e a temperatura, criando um microclima ideal para uma maturação lenta e completa do grão. A qualidade é garantida desde a origem, com uma seleção cuidadosa de sementes e um manejo rigoroso de almácigos e viveros, aplicando boas práticas agrícolas que melhoram a produtividade e as características finais do produto.
O resultado final é um conjunto de componentes, os quais, nas tentativas de taza, demonstra um sabor balanceado e com tendência doce e ácida, que é explicado por seu conteúdo de carboidratos e açúcares.
Delimitação geográfica: A zona geográfica delimitada está localizada no distrito de Villa Ricay, nas áreas aledañas, na província de Oxapampa, na região de Pasco. Seus limites estão claramente definidos para áreas de conservação e acidentes geográficos, como o Bosque de Proteção San Matías San Carlos, a Área de Conservação Municipal BosqueSho'llety los ríosPaucartamboyEntaz.Este território se encontra localizado na selva alta central do Peru, o qual, está situado em uma faixa de altitude que vai de 1000 até 2000 metros, garantindo que toda a produção seja realizada exclusivamente dentro desta área protegida.
História: ElCafé Villa Ricatiene nasceu nos inícios do século XX, quando colonos europeus, principalmente de origem austríaca e alemã, se estabeleceram na zona central do Peru, na atual província de Oxapampa, região de Pasco. Esses migrantes introduziram técnicas agrícolas avançadas e um manejo cuidadoso do cultivo do café, adaptando-o às condições privilegiadas da selva alta. Com o passo do tempo, a lapoblação nativa “Yanesha”perfeiciona o processo de siembra, cosecha e secado, consolidando um produto de qualidade excepcional que imediatamente se destaca no mercado nacional por seu aroma intenso, acidez equilibrada e preço pronunciado.
Durante grande parte do século XX, o café de Villa Ricase se tornou uma referência ao desenvolvimento agrícola sustentável na selva central. As famílias produtoras, organizadas em cooperativas e associações, preservaram métodos tradicionais de cultivo sob sombra, o que permitiu conservar a biodiversidade e manter a qualidade do grão. Nas últimas décadas, o Café Villa Rica consolidou seu prestígio como um dos produtos emblemáticos do Peru.
Contato da entidade representativa: Consejo Regulador de la Denominación de Origen Café Villa Rica
Padre Salas cuadro 2, Villa Rica – Oxapampa – Pasco – Perú
Telefone: +51950423475/+51981568801
Site: https://www.linkedin.com/company/dominacion-origen-cafe-villa-rica
E-mail: info@villarica.online