Fruticultura

Sabores tropicais e diversidade de climas do
Brasil e Peru

Selo IP

Vale do Submédio São Francisco

Brasil

Uvas de Mesa e Manga

Indicação Geográfica: Vale do Submédio São Francisco

Número do Registro: IG200701

Data do Registro: 07/07/2009

Requerente: Conselho da União das Associações e Cooperativas dos Produtores de Uvas de Mesa e Mangas do Vale do Submédio São Francisco – UNIVALE

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Uvas de mesa e manga. Para receberem o registro, as frutas devem ser produzidas em propriedades certificadas GLOBALGAP, TESCO, Produção Integrada de Frutas (PI) ou outra certificação equivalente. A região responde por aproximadamente 95% da exportação brasileira dessas frutas.

Delimitação geográfica: Região sertaneja no oeste do estado de Pernambuco e norte do estado da Bahia, com uma área de 125.755 km², abrangendo municípios dos dois estados.

História: O Rio São Francisco percorre 3.160 km de terras castigadas por secas periódicas. Com visão de lideranças locais e apoio governamental, foram construídas estruturas de irrigação que transformaram terras do bioma Caatinga num polo produtor de frutas reconhecido mundialmente. A Constituição de 1946 determinou a criação de um órgão federal para o Vale — em 1948 nasceu a CVSF, que evoluiu até a atual CODEVASF. A região possui temperatura média de 26°C, umidade relativa de 50%, precipitação de 450 mm anuais e insolação de 3 mil horas por ano. As águas do Rio São Francisco irrigam 110 mil hectares, permitindo 2,5 safras por ano. O polo responde por um terço das exportações de frutas brasileiras.

Contato: UNIVALE | Rodovia BR 235 km 14, sala 2, s/nº – Zona Rural, Petrolina/PE, CEP 56302-970 | Tel.: +55 (87) 3863-6000 | E-mail: secretaria@valexport.com.br

Selo IP

Mossoró

Brasil

Melão

Indicação Geográfica: Mossoró

Número do Registro: IG201108

Data do Registro: 17/09/2013

Requerente: Comitê Executivo de Fruticultura do Rio Grande do Norte – COEX

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Melão (Cucumis mello). Produzido na região tropical semiárida com ótima aparência, harmonia e sabor. Excelente fonte de vitaminas A e C, potássio e fibras dietéticas.

Delimitação geográfica: Municípios de Afonso Bezerra, Alto do Rodrigues, Areia Branca, Açu, Baraúna, Carnaubais, Grossos, Ipanguaçu, Mossoró, Porto do Mangue, Serra do Mel, Tibau e Upanema, no Rio Grande do Norte.

História: O melão chegou ao Brasil pelos escravos no século XVI e se expandiu para o Nordeste nos anos 1980 por melhor adaptação climática. A região de Mossoró possui combinação ideal de insolação, temperatura, velocidade do vento e precipitação para produção de melão de alta qualidade. A produção representa, em certas épocas do ano, mais de 80% do mercado nacional. O setor gera 24 mil empregos diretos e 60 mil indiretos na região. O Brasil passou de importador a exportador de melão de alta qualidade.

Contato: COEX | Rod. BR 110, km 47, Campus da UFERSA, Mossoró/RN, CEP 59.625-900 | Tel.: +55 (84) 3312-6939 | Site: www.coexrn.com.br | E-mail: coex@mikrocenter.com.br

Selo IP

Carlópolis

Brasil

Goiaba

Indicação Geográfica: Carlópolis

Número do Registro: BR402015000008-8

Data do Registro: 17/05/2016

Requerente: Associação dos Olericultores e Fruticultores de Carlópolis – APC

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Goiaba. Produzida por sistema de poda total por talhões, com ensacamento dos frutos quando atingem 2 a 3 cm de diâmetro. Carlópolis é o maior produtor de goiabas do Paraná, com cerca de 390 hectares e potencial de 23 mil toneladas por ano.

Delimitação geográfica: Municípios de Carlópolis e Ribeirão Claro, no estado do Paraná.

História: A história da goiaba em Carlópolis confunde-se com a dos imigrantes japoneses que se fixaram na região. O produtor Iwao Yamamoto chegou em 1949 e iniciou plantios com apoio do Iapar em 1976. De suas experiências surgiu a cultivar Iwao — goiabas graúdas de polpa branca — batizada em sua homenagem. O microclima formado pela Represa de Chavantes e as condições edafoclimáticas locais somadas ao saber fazer da colonização japonesa conferem qualidade excepcional à fruta.

Contato: APC | Rua Profeta João de Maria, nº 2.863, Carlópolis/PR, CEP 86.420-000 | Tel.: +55 (43) 3566-1090 | Site: www.apcfrutas.com.br | E-mail: comercial@goiabadecarlopolis.com.br

Selo IP

Marialva

Brasil

Uvas Finas de Mesa

Indicação Geográfica: Marialva

Número do Registro: BR402015000003-7

Data do Registro: 27/06/2017

Requerente: Associação Norte Noroeste Paranaense dos Fruticultores – ANFRUT

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Uvas finas de mesa. Cultivares aceitas: Itália, Rubi, Benitaka, BRS Nubia e BRS Vitória. Classificadas em Grupo I (com sementes) e Grupo II (sem sementes), nos subgrupos Branco e Colorido. Em 2008, Marialva contribuiu com mais de 42% da produção total de uva do Paraná.

Delimitação geográfica: Regiões produtoras de uva dos municípios de Marialva e Sarandi, no estado do Paraná.

História: A história de Marialva com as uvas começou na década de 1960, com descendentes japoneses — os primeiros a apostarem na uva. O pioneiro foi Toshikatsu Wakita, que erradicou seu cafezal para implantar a viticultura. Marialva é conhecida como a "Capital da Uva Fina", com cerca de 1,4 mil hectares de viticultura, 750 parreirais e aproximadamente 1,1 mil famílias envolvidas — 5,5 mil pessoas trabalham diretamente e 7,5 mil empregos são gerados indiretamente.

Contato: ANFRUT | Rua Guerino Ricieri, 47, Parque Industrial, Marialva/PR, CEP 86.990-000 | Tel.: +55 (44) 3232 1292 | E-mail: anfrut@brturbo.com.br

Selo IP

Maués

Brasil

Guaraná

Indicação Geográfica: Maués

Número do Registro: BR402015000001-0

Data do Registro: 16/01/2018

Requerente: Associação dos Produtores de Guaraná da Indicação Geográfica de Maués

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Guaraná. Apresenta teor de cafeína entre 3% e 5% — quase o dobro da média. Principal subproduto é o refrigerante, mas também é transformado em xarope, cosméticos e fármacos.

Delimitação geográfica: Área circunscrita na região do município de Maués, no Estado do Amazonas, excetuando-se a Terra Indígena Andirá-Maraú.

História: Os primeiros habitantes de Maués — os índios mundurucus e maués (mawé) — já plantavam o guaraná para fins medicinais. A agricultura sempre predominou como atividade econômica. Em 1963, a empresa Antarctica instalou uma fábrica de extração de incenso de guaraná. Na década de 1980, Maués chegou a corresponder a quase 90% da produção nacional. O guaraná é conhecido pelos indígenas como "elixir de longa vida".

Contato: Associação dos Produtores de Guaraná da IG de Maués | Estrada dos Moraes, km 01, s/nº, Maués/AM | Tel.: +55 (92) 99367-1924 | E-mail: igguaranademaues@gmail.com

Selo DO

Região de Corupá

Brasil

Banana

Indicação Geográfica: Região de Corupá

Número do Registro: BR412016000003-6

Data do Registro: 28/08/2018

Requerente: Associação dos Bananicultores da Região de Corupá – ASBANCO

Selo Nacional: Denominação de Origem

Produto: Banana do subgrupo Cavendish (Nanicão). Caracterizada por sabor doce mais pronunciado, menor acidez e maior relação açúcar-acidez. A cultura recebe até dez vezes menos aplicações de produtos químicos que em outras regiões produtoras.

Delimitação geográfica: Parte dos municípios de Schroeder, Jaraguá do Sul, Corupá e São Bento do Sul, em Santa Catarina, totalizando 857,3 km².

História: A Região de Corupá é conhecida pela produção de bananas há mais de 150 anos. As condições edafoclimáticas únicas — localizada entre montanhas que formam as nascentes do Rio Itapocú — fazem com que o tempo de produção de um cacho seja maior, acumulando mais açúcares e ácidos naturais, resultando em bananas mais aromáticas e saborosas. Diversas famílias rurais se beneficiam da produção, contribuindo para a fixação das populações no meio rural.

Contato: ASBANCO | R. Agostinho Oliari, 181 – João Tozini, Corupá/SC, CEP 89.278-000 | E-mail: eliane@asbanco.com.br

Selo IP

Novo Remanso

Brasil

Abacaxi

Indicação Geográfica: Novo Remanso

Número do Registro: BR402017000004-0

Data do Registro: 09/06/2020

Requerente: Associação dos Produtores de Abacaxi da Região de Novo Remanso – ENCAREM

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Abacaxi (Ananas comosus L.), variedade turiaçu. Sabor adocicado, polpa amarela, alto teor de sólidos solúveis (16,6 °Brix) e baixa acidez (0,35 de ácido cítrico). Em 2020, foi declarado Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Amazonas.

Delimitação geográfica: Comunidades de Novo Remanso e Vila do Engenho (Itacoatiara/AM), Caramuri (Manaus/AM) e áreas de cultivo em Rio Preto da Eva/AM.

História: Há mais de 50 anos são desenvolvidas atividades de cultivo de abacaxi nas comunidades do Amazonas. A mão de obra familiar é a base da produção. Em 2019, dos mais de 94 milhões de abacaxis produzidos no Amazonas, 69 milhões (73%) foram oriundos do distrito de Novo Remanso. A região possui área plantada de 3 mil hectares e aproximadamente 1.300 produtores rurais.

Contato: ENCAREM | Av. Boa Vista, 342, Bairro Boa Vista, Itacoatiara/AM, CEP 69112-000 | Tel.: +55 (92) 9353-7447 | E-mail: encarem@outlook.com

Selo DO

Terra Indígena Andirá-Marau

Brasil

Waraná (Guaraná Nativo)

Indicação Geográfica: Terra Indígena Andirá-Marau

Número do Registro: BR412016000005-2

Data do Registro: 20/10/2020

Requerente: Consórcio de Produtores Sateré-Mawé – CPSM

Selo Nacional: Denominação de Origem

Produto: Waraná (guaraná nativo) e pães de waraná (bastão de guaraná). Em média, apresenta 10,2% de umidade e 4,33% de cafeína. O CPSM é formado por 500 famílias indígenas Sateré-Mawé.

Delimitação geográfica: Terra Indígena Andirá-Marau (788.528,38 ha), acrescida da área denominada Vintequilos, do território que a une à terra indígena e de área limítrofe constituída por posses indígenas não incluídas na demarcação de 1982. Localizada na divisa entre o Amazonas e o Pará.

História: Em 1996, vinte quilos de pó de guaraná foram enviados ao comércio justo internacional, marcando o nascimento do Projeto Integrado de Etnodesenvolvimento. Em 2009 nasceu o CPSM; em 2010 tornou-se a primeira organização indígena brasileira a exportar diretamente. Em 2021, a ONU reconheceu a contribuição do povo Sateré-Mawé para a nova bioeconomia amazônica. O guaraná nativo possui características únicas pela influência da Terra Preta de Índio e pela defumação com madeira aromática (murici) durante o inverno amazônico.

Contato: CPSM | Rua Leopoldo Neves, 516, Centro, Parintins/AM, CEP 69151-065 | Tel.: +55 (92) 99138-8367 | Site: www.nusoken.com | E-mail: cpsm@nusoken.com

Selo DO

Região de São Joaquim

Brasil

Maçã Fuji

Indicação Geográfica: Região de São Joaquim

Número do Registro: BR412020000010-4

Data do Registro: 03/08/2021

Requerente: Associação dos Produtores de Maçã e Pera de Santa Catarina – AMAP

Selo Nacional: Denominação de Origem

Produto: Maçã Fuji. Produzida a altitude mínima de 1.100 m, com 900 horas de frio por ano. Forma ovalada, coloração vermelha mais intensa, mais crocante, com acidez marcante e maior suculência. A região é a maior produtora nacional, com 35% da produção do Brasil e mais de 170 mil toneladas anuais.

Delimitação geográfica: Área de 4.928 km² abrangendo integralmente os municípios de São Joaquim, Bom Jardim da Serra, Urupema, Urubici e Painel, em Santa Catarina.

História: A produção de maçã na região data do início do século XX. A maçã Fuji passou a ser cultivada a partir da década de 1970, trazida do Japão por imigrantes japoneses. Em 1977 e 1978 foram fundadas a Cooperativa, a AMAP e realizada a 1ª Festa Nacional da Maçã. Toda a área possui altitude superior a 1.100 metros, com clima temperado e média anual de aproximadamente 10°C, condições únicas para a qualidade da fruta.

Contato: AMAP | Rua Lauro Muller, nº 67, Sala 02, Centro, São Joaquim/SC, CEP 88600-000 | Tel.: +55 (49) 3233-3977 | Site: www.amapsc.org.br | E-mail: amap@amapsc.org.br

Selo DO

Região de Tanguá

Brasil

Laranja

Indicação Geográfica: Região de Tanguá

Número do Registro: BR412020000018-0

Data do Registro: 26/07/2022

Requerente: Associação dos Citricultores e Produtores Rurais de Tanguá – ACIPTA

Selo Nacional: Denominação de Origem

Produto: Laranja (Citrus sinensis), variedades Seleta, Natal Folha Murcha e Natal Comum. Maior rendimento de suco da polpa, coloração da casca mais pronunciada e nível de doçura elevado. A região abrange cerca de 200 sítios com aproximadamente 1 milhão de pés de laranja plantados.

Delimitação geográfica: Municípios de Itaboraí, Tanguá, Rio Bonito e Araruama, no estado do Rio de Janeiro.

História: A produção de laranja na região de Tanguá começou no início do século XX, após o declínio da produção de café no Rio de Janeiro. Nos anos 1980, a região foi classificada como a maior produtora de laranjas do estado e a segunda do país, conhecida como "Terra da Laranja". O cultivo continua sendo a principal atividade da região. A Prefeitura de Tanguá criou o Circuito da Laranja, passeio turístico que atrai milhares de visitantes desde 2010.

Contato: ACIPTA | Estrada Ribeiro de Almeida, km 1, Posse dos Coutinhos, Tanguá/RJ, CEP 24.890-000 | Tel.: +55 (21) 2736-8340 | E-mail: aciptarj@gmail.com

Selo IP

Região de São Gotardo

Brasil

Hortifrútis

Indicação Geográfica: Região de São Gotardo

Número do Registro: BR402020000007-8

Data do Registro: 23/08/2022

Requerente: Conselho da Região de São Gotardo

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Hortifrútis: abacate, alho, batata e cenoura. A Região de São Gotardo é a maior produtora de alho do Brasil, com média de 45 mil toneladas por ano. Produção anual de cenoura: ~250 mil t; batata: ~100 mil t; abacate: ~30 mil t.

Delimitação geográfica: Totalidade dos municípios de Campos Altos, Ibiá, Matutina, Rio Paranaíba, São Gotardo e Tiros, na Mesorregião do Alto Paranaíba, em Minas Gerais.

História: A hortifruticultura teve início há cerca de 50 anos, impulsionada pelo Programa de Assentamento Dirigido do Alto Paranaíba (Padap), que incentivou descendentes de japoneses vindos do Paraná e de São Paulo a se estabelecerem na região. O sucesso resulta da combinação do espírito empreendedor da comunidade, uso de altas tecnologias e fatores naturais como clima, solo e relevo propícios. A região conta com cerca de 400 produtores beneficiados pela IG.

Contato: Conselho da Região de São Gotardo | Avenida Tabelião João Lopes, 555, Campestre, São Gotardo/MG, CEP 38800-000 | Tel.: +55 (34) 3671-3924 | E-mail: agrocontabil.marailda@gmail.com

Selo IP

Região do Jaíba

Brasil

Banana, Manga, Mamão e Lima Ácida Tahiti

Indicação Geográfica: Região do Jaíba

Número do Registro: BR402020000016-7

Data do Registro: 27/09/2022

Requerente: Associação Central dos Fruticultores do Norte de Minas

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Frutas: banana (variedades prata e cavendish), manga palmer, mamão formosa e lima ácida tahiti. Todos com sabor mais acentuado. Produção anual superior a 450 mil toneladas, com presença em mercados internacionais, especialmente na Europa.

Delimitação geográfica: 18.007,587 km² abrangendo integralmente os municípios de Jaíba, Janaúba, Matias Cardoso, Porteirinha, Nova Porteirinha, Verdelândia, Pedras de Maria da Cruz e Capitão Enéas, e partes de São Francisco, Januária, Itacarambi, Manga e Montes Claros, em Minas Gerais.

História: A agricultura na região começou na década de 1950 a partir de iniciativas governamentais. Em 1970, o Projeto Jaíba instalou canais de irrigação e a fruticultura teve início. A região possui clima semiárido, com pluviosidade de 940 mm anuais e temperatura média de 25°C.

Contato: Associação Central dos Fruticultores do Norte de Minas | Rua São Pedro, 236, São Gonçalo, Janaúba/MG, CEP 39445-063 | Tel.: +55 (38) 3821-2936 | E-mail: abanorte@abanorte.com.br

Selo IP

Norte Pioneiro

Brasil

Morango

Indicação Geográfica: Norte Pioneiro

Número do Registro: BR402020000015-9

Data do Registro: 04/10/2022

Requerente: Associação Norte Velho dos Produtores Rurais de Jaboti, Japira, Pinhalão e Tomazina

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Morango (Fragaria spp.). Produção média anual de 6.238 toneladas, com sabor e aroma intensos resultantes das condições climáticas ideais e do saber fazer dos produtores. Maior produtora de morangos do Paraná.

Delimitação geográfica: Municípios de Jaboti, Japira, Pinhalão e Tomazina, no Estado do Paraná.

História: O Norte Pioneiro do Paraná é o principal centro de produção de morangos do estado, com aproximadamente três décadas de cultivo contínuo. Os pequenos agricultores familiares desenvolveram um saber fazer que distingue o produto dos demais. A IG atrai eventos como o Simpósio Nacional do Morango, a Festa do Morango e o Expomorango.

Contato: Associação Norte Velho dos Produtores Rurais | Rua João de Paula, Centro, Jaboti/PR, CEP 84930-000 | Tel.: +55 (43) 3622-1264 | E-mail: associacao.anv@outlook.com

Selo IP

Jundiahy

Brasil

Uva Niagara Rosada

Indicação Geográfica: Jundiahy

Número do Registro: BR402021000005-4

Data do Registro: 04/04/2023

Requerente: Associação Agrícola de Jundiaí

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Uva niagara rosada. Aroma foxado típico, coloração uniformemente rosada, cachos compactos, polpa mole, sabor doce e pouco ácido. Teor mínimo de 14° Brix. Berço da variedade niagara rosada, que surgiu de mutação somática espontânea em 1933.

Delimitação geográfica: Municípios de Jundiaí, Louveira, Itupeva, Jarinu e Itatiba, no estado de São Paulo.

História: Em 1933, três cachos de uvas rosadas nasceram espontaneamente na fazenda do imigrante italiano Antonio Carbonari. Em 1934 realizou-se a primeira Festa da Uva de Jundiahy. O Parque Municipal Comendador Antonio Carbonari (Parque da Uva), inaugurado em 1953, celebra essa história. A niagara rosada é considerada responsável pelo grande movimento agrícola que transformou Jundiaí e os municípios da região.

Contato: Associação Agrícola de Jundiaí | Rua Prof. Giacomo Itria, 370, Anhangabau, Jundiaí/SP, CEP 13208-070 | Tel.: +55 11 4586-9639 | E-mail: agricolajundiai@hotmail.com

Selo IP

Feijó

Brasil

Açaí

Indicação Geográfica: Feijó

Número do Registro: BR402022000006-5

Data do Registro: 12/09/2023

Requerente: Cooperativa de Produtores, Coletores e Batedores de Açaí de Feijó – AÇAÍCOOP FEIJÓ

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Açaí (Euterpe precatória). Nativo das várzeas amazônicas, cultivado com técnicas tradicionais sem agrotóxicos. Polpa com sabor tipicamente doce, espessura mais grossa e coloração arroxeada concentrada. Beneficiado em no máximo 24 horas após a coleta.

Delimitação geográfica: Município de Feijó, no Estado do Acre.

História: A expressão "açaí de Feijó" funciona como garantia de qualidade e sabor entre os acreanos. A cor roxa do fruto está presente em casas, fachadas e veículos de táxi da cidade. Desde 1999, realiza-se o Festival do Açaí de Feijó, com mais de 24 edições. O coletor usa a peçonha — cinto rudimentar de fibras naturais — para escalar o açaizeiro. A placa de boas-vindas à cidade traz "Feijó, terra do açaí".

Contato: AÇAÍCOOP FEIJÓ | Rua 07 de Setembro, 282, Cidade Nova, Feijó/AC, CEP 69960-000 | Tel.: (68) 99201-3145 | E-mail: cooperacaifeijo@gmail.com

Selo IP

Codajás

Brasil

Açaí

Indicação Geográfica: Codajás

Número do Registro: BR402022000015-4

Data do Registro: 26/03/2024

Requerente: Cooperativa Agropecuária de Codajás

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Açaí. Coloração roxa ao avermelhado, sabor adocicado, alto poder nutritivo, viscosidade e elevado teor de gordura e antocianina. Denominado "ouro negro" pelos produtores. Codajás foi o maior produtor de açaí do Amazonas nos anos de 2018, 2019 e 2020, com mais de 600 produtores exclusivamente dedicados ao extrativismo.

Delimitação geográfica: Totalidade do território do município de Codajás, no estado do Amazonas.

História: Codajás é culturalmente conhecida como a "Terra do Açaí". Desde 1988, realiza-se anualmente a Festa do Açaí, atraindo em média 50 mil pessoas. O Carnaval foi rebatizado "Carnaçaí" há 15 anos. Um monumento em homenagem aos extratores e a pintura roxa nas casas e veículos expressam a identidade cultural em torno do fruto.

Contato: Cooperativa Agropecuária de Codajás | Estrada Ozias Monteiro, Km 04, S/N, Zona Rural, Codajás/AM | E-mail: jeimesontsa@hotmail.com

Selo IP

Porto Grande

Brasil

Abacaxi

Indicação Geográfica: Porto Grande

Número do Registro: BR402023000007-6

Data do Registro: 26/11/2024

Requerente: Associação de Produtores de Abacaxi do Porto Grande – ASPA/PG

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Abacaxi variedade pérola (Ananas comosus). Sabor adocicado, índice brix elevado, perfume muito marcante e coloração amarela clara. Porto Grande é o maior produtor de abacaxi do Amapá.

Delimitação geográfica: Totalidade do município de Porto Grande, no estado do Amapá.

História: Porto Grande possui mais de 20 mil habitantes e o abacaxi é o principal destaque agrícola e econômico, representado por uma escultura do fruto em praça pública. O Festival do Abacaxi de Porto Grande, criado na década de 1990, acontece em setembro e beneficia diretamente 200 microempreendedores. A Lei estadual nº 3.004/2024 declarou o cultivo de abacaxi em Porto Grande Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Amapá.

Contato: ASPA/PG | Estrada Linha C, 1431 – Colônia Agrícola do Matapi, Porto Grande/AP, CEP 68997-000 | Tel.: (96) 99117-1009 | E-mail: aspapg22@gmail.com

Selo IP

Luiz Alves

Brasil

Banana

Indicação Geográfica: Luiz Alves

Número do Registro: BR402022000010-3

Data do Registro: 10/12/2024

Requerente: Associação dos Bananicultores do Município de Luiz Alves – ABLA

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Banana (Musa sp.) in natura. Produzida sob condições socioeconômicas, históricas e culturais da área delimitada. O município conta com cerca de 400 propriedades de pequeno porte dedicadas à bananicultura, em mais de 4.000 hectares de plantio. Comercializada no mercado brasileiro e internacional (Argentina e Paraguai).

Delimitação geográfica: Área de 260,08 km², coincidindo com os limites políticos do município de Luiz Alves, no estado de Santa Catarina.

História: O município foi reconhecido em 1958, e os primeiros relatos sobre o cultivo de banana datam de 1977. A bananicultura surgiu após uma crise econômica que tornou necessária a busca por novas atividades agrícolas. Em 1990, realizou-se a 1ª Festa Nacional da Banana, com trinta e três edições até 2019. As boas práticas de manuseio e as câmaras de climatização resultam em frutas de alta qualidade.

Contato: ABLA | Rodovia SC 413, 4000 – Vila Nova, Luiz Alves/SC, CEP 89128-000 | Tel.: (47) 3377-1663 | E-mail: erpo@terra.com

Selo IP

Bailique

Brasil

Açaí

Indicação Geográfica: Bailique

Número do Registro: BR402023000008-4

Data do Registro: 08/04/2025

Requerente: Associação das Comunidades Tradicionais do Bailique – ACTB

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Açaí. Coloração roxa intensa, sabor levemente adocicado, aroma marcante, consistência de 12% a 14% de sólidos. 100% puro, sem açúcares, corantes ou conservantes. Certificação FSC e selo vegano SVB da Sociedade Vegetariana Brasileira.

Delimitação geográfica: Arquipélago do Bailique, composto por 08 ilhas no leste do Amapá, a aproximadamente 180 km de Macapá por via fluvial pelo Rio Amazonas.

História: O açaí sempre fez parte da história das famílias das 51 comunidades ribeirinhas do arquipélago. Entre 50% e 60% da economia do Bailique vem do açaí (Embrapa). O fruto é colhido por extrativismo sustentável, sem agrotóxicos, máquinas ou fertilizantes. A notoriedade do arquipélago levou à inclusão no Polo Tucuju, da Rota do Açaí do Governo Federal.

Contato: ACTB | Passarela Rio Marinheiro, 661, Vila Progresso, Macapá/AP, CEP 68913-000 | Site: amazonbai.com.br | E-mail: amazonbaicooperativa@gmail.com

Selo DO

Aceituna de Tacna

Peru

Azeitona

Indicação Geográfica: Aceituna de Tacna

Número do Registro: Resolução N° 023772-2014/DSD-INDECOPI

Data do Registro: 10 de dezembro de 2014

Requerente: Asociación – Consejo Regulador de la Denominación de Origen Aceituna de Tacna

Selo Nacional: Denominação de Origem

Produto: A Aceituna de Tacna, também chamada Sevillana do Peru ou variedade Criolla (verde, preta e mulata), é cultivada entre 25 e 800 metros acima do nível do mar em áreas delimitadas. Suas características derivam do clima do deserto costeiro, da umidade relativa e do conhecimento local.

Sua qualidade se destaca por práticas tradicionais, como a colheita exclusivamente manual, um período de “agoste” mais prolongado do que em outras regiões e o controle fitossanitário que mantém a área livre da mosca-da-fruta.

Para a azeitona verde, a colheita manual é realizada antes da maturação. Após a lavagem, o fruto recebe tratamento alcalino e de duas a três lavagens adicionais em um prazo máximo de 36 horas. Em seguida, fermenta entre 60 e 90 dias em recipientes limpos de grande capacidade.

Nas azeitonas pretas e mulatas, o processo se ajusta ao fruto maduro. Elas são colhidas manualmente entre maio e agosto e colocadas diretamente em salmoura, onde fermentam por dois a três meses antes de serem classificadas e embaladas.

Delimitação geográfica: A área geográfica delimitada está localizada na região de Tacna, abrangendo setores específicos de duas de suas províncias. São eles: La Yarada - Los Palos e Sama, na província de Tacna, e o setor de Ite, na província de Jorge Basadre.

Esse território situa-se sobre uma planície do deserto costeiro, com declive suave e altitude variando entre 25 e 800 metros acima do nível do mar, em uma faixa próxima ao Oceano Pacífico.

O caráter único dessa azeitona se deve a um microclima excepcional, diretamente influenciado pela corrente de Humboldt. Essa corrente gera uma nebulosidade costeira que fornece as horas de frio necessárias para a adequada floração e frutificação.

Somam-se a isso a alta umidade relativa, superior a 80%, e a grande quantidade de horas de sol durante o desenvolvimento do fruto. O cultivo adapta-se a solos moderadamente salinos e de textura arenosa, complementados por águas de irrigação de composição favorável.

História: A história da oliveira em Tacna começa com a chegada de estacas trazidas de Sevilha em 1560 por Dom Antonio de Rivera. As plantas que sobreviveram adaptaram-se extraordinariamente ao deserto costeiro e deram origem à variedade “Sevillana” ou “criolla”, que hoje representa entre 85% e 90% do cultivo e constitui a base da olivicultura regional.

Desde o período colonial, a produção foi mantida de forma contínua, impulsionada pela demanda do centro minerador de Potosí, para o qual Tacna era um ponto de passagem obrigatório. Colonos e encomenderos expandiram os olivais aproveitando o clima e, no final do século XVIII, a produção de azeite já era considerável.

Posteriormente, os migrantes italianos fortaleceram essa tradição ao ampliar os cultivos e direcioná-los também para a produção de azeitona de mesa. Com o tempo, a Aceituna de Tacna conquistou grande prestígio, sendo reconhecida desde a colônia por superar, em tamanho e delicadeza, até mesmo as azeitonas europeias.

Essa reputação se deve ao trabalho constante dos produtores locais, que preservaram a qualidade da variedade e aperfeiçoaram suas técnicas ao longo do tempo.