Manguezais de Alagoas
Própolis Vermelha
Indicação Geográfica: Manguezais de Alagoas
Número do Registro: IG201101
Data do Registro: 17/07/2012
Requerente: União dos Produtores de Própolis Vermelha do Estado de Alagoas – Uniprópolis
Selo Nacional: Denominação de Origem
Produto: Própolis vermelha e extrato de própolis vermelha. Produzida por abelhas Apis mellifera a partir da planta Dalbergia ecastophyllum (rabo de bugio), nativa dos manguezais. Apresenta alto teor de isoflavonóides nunca encontrados em nenhuma outra própolis. In natura é rígida abaixo de 20°C, maleável entre 20 e 40°C, com coloração avermelhada, sabor balsâmico e aroma anis-adocicado.
Delimitação geográfica: Municípios do litoral e do complexo estuarino-lagunar do estado de Alagoas.
História: Desde a década de 1990, as propriedades químicas da própolis vermelha dos Manguezais de Alagoas começaram a ganhar destaque científico no Brasil. Estudos revelaram que pertencia a um novo grupo de própolis, com características químicas e farmacológicas únicas. A União dos Produtores de Própolis Vermelha do Estado de Alagoas foi constituída em 2010 para proteção e gestão dessa Denominação de Origem. A criação de abelhas favorece o equilíbrio biológico dos ecossistemas pela polinização. Os benefícios à saúde incluem prevenção de doenças cardiovasculares, osteoporose, combate ao colesterol e uso em produtos de higiene bucal.
Contato: Uniprópolis | Chácara Âncora, Vila Goiabeira, 7 – Fernão Velho, Maceió/AL, CEP 57.070-440 | Tel.: +55 (82) 9 9931 3397 | Site: www.unipropolis.com.br | E-mail: unipropolis@gmail.com
Pantanal
Mel
Indicação Geográfica: Pantanal
Número do Registro: BR2013000004-0
Data do Registro: 10/03/2015
Requerente: Conselho das Cooperativas, Associações, Entrepostos e Empresas de Afins a Apicultura do Pantanal do Brasil – CONFENAL
Selo Nacional: Indicação de Procedência
Produto: Mel de abelha Apis mellifera. Produzido em biodiversidade única — silvestre, de flora com 206 espécies de plantas apícolas. Coloração suave, sabor forte e acentuado, levemente doce. Espécies mais procuradas pelas abelhas: assa-peixe, cumbaru, hortelãzinha e tarumeiro. O Pantanal é Patrimônio Natural da Humanidade e Reserva da Biosfera pela UNESCO.
Delimitação geográfica: Bioma Pantanal nos estados de Mato Grosso do Sul (25% do estado) e Mato Grosso (7% do estado), totalizando cerca de 150.355 km².
História: O mel fazia parte das atividades extrativistas dos povos que habitavam o Pantanal, com técnica herdada dos índios, que o buscavam no oco das árvores. Expedições etnológicas do alemão Max Schmidt, de 1901, registraram que a coleta de mel era comum entre os povos pantaneiros, recebendo o nome de mapaguá. A partir de meados do século XX, estudos científicos sobre o bioma somaram-se ao conhecimento empírico local. O Programa de desenvolvimento da Apicultura, proposto pela EMPAER na década de 1980, foi um marco, proporcionando crescimento rápido e criação de associações. A organização dos apicultores em cooperativas consolidou o trabalho coletivo e a abertura de novos mercados.
Contato: CONFENAL | Estrada NE2, 361, Campo Grande/MS, CEP 79.037-804 | Tel.: +55 (67) 3326-4570 | E-mail: apiarioszen@gmail.com
Ortigueira
Mel de Abelha
Indicação Geográfica: Ortigueira
Número do Registro: BR412013000002-0
Data do Registro: 01/09/2015
Requerente: Associação dos Produtores Ortigueirenses de Mel – APOMEL
Selo Nacional: Denominação de Origem
Produto: Mel de abelha (monofloral e polifloral). Coloração clara, sabor suave, características únicas determinadas pela flora melífera local. Principais floradas: capixingui, eucalipto, assa-peixe, canelas, maria-mole, gurucaia, aroeira, vassourinha, gabiroba e angico. Única no mundo pela combinação de solo, clima, temperatura e vegetação que o distinguem como mel de excelente qualidade.
Delimitação geográfica: Extensão territorial do município de Ortigueira, região Centro-Oeste do estado do Paraná.
História: A história da apicultura em Ortigueira tem por origem a família Kalçoviski. Em meados da década de 1970, o patriarca Carlito e seus filhos foram os precursores na comercialização do mel. Antes da década de 1960, o mel era usado apenas para consumo próprio como substituto do açúcar. Em 1984 foi fundada a APOMEL. A partir de 1999, Ortigueira alcançou posição de destaque no ranking nacional da apicultura. A cidade guarda uma das maiores reservas remanescentes de Mata Atlântica do Paraná, com 13,28% de cobertura florestal. A APOMEL constituiu uma Unidade de Beneficiamento de Mel e o Centro de Transferência de Tecnologia Apícola como conquistas para o setor.
Contato: APOMEL | BR 376, km 354 – Rodovia do Café, Ortigueira/PR, CEP 84.350-000 | Tel.: +55 (42) 9 8828-4851 | E-mail: apomelcooramel@gmail.com
Região da Própolis Verde de Minas Gerais
Própolis Verde
Indicação Geográfica: Região da Própolis Verde de Minas Gerais
Número do Registro: BR412013000005-4
Data do Registro: 06/09/2016
Requerente: FEMAP – Federação Mineira de Apicultura
Selo Nacional: Denominação de Origem
Produto: Própolis verde. Produzida por abelhas africanizadas Apis mellifera. A cor esverdeada resulta da resina da Baccharis dracunculifolia (alecrim do campo). Após refrigeração, se apresenta verde reluzente (até 8 dias) ou verde amarronzada por fora e reluzente por dentro (até um ano). As colmeias devem estar a distância mínima de 5 km de indústrias, áreas urbanas, rodovias e lavouras com agrotóxicos.
Delimitação geográfica: 102 municípios de Minas Gerais entre as coordenadas 42°50'24"W a 47°24'10"W e 18°14'02"S a 22°51'18"S, nas áreas Sul, Centro-Oeste e Leste do estado, em solos ácidos com altos teores de ferro.
História: A Região da Própolis Verde de Minas Gerais é reconhecida mundialmente por suas propriedades medicinais. As características topográficas — altitudes de 900 a 1.500 metros e solos ácidos com altos teores de ferro ligados à exploração de minério — propiciam o crescimento do alecrim do campo, fonte da resina. Estudos da Fundação Ezequiel Dias, com apoio da Fapemig, identificaram a Baccharis dracunculifolia como principal fonte de resina para as abelhas. O IMA (Instituto Mineiro de Agropecuária) instituiu a Denominação de Origem por meio de portaria em 2011, reconhecendo a própolis verde como indicador de preferência nos mercados nacional e internacional.
Contato: FEMAP – Federação Mineira de Apicultura | Rua Hudson, 449 – Jardim Canadá, Nova Lima/MG, CEP 34.000-000 | Tel.: +55 (31) 3581-8555 | Site: www.femapmg.com.br
Oeste do Paraná
Mel de Abelha
Indicação Geográfica: Oeste do Paraná
Número do Registro: BR402015000012-6
Data do Registro: 04/07/2017
Requerente: COOFAMEL Cooperativa Agrofamiliar Solidária
Selo Nacional: Indicação de Procedência
Produto: Mel de abelha Apis mellifera africanizada e mel de abelha Tetragonisca angustula (Jataí). Coloração suave, amarela, quase transparente, sabor floral e agradável. Enquanto a média nacional é de 1 kg por caixa, a região produz até 2,5 kg. Também são produzidos: potes, sachês, pólen, própolis, mel de jataí para tosse e geleia real. Cerca de 2.000 produtores da agricultura familiar, com 50.000 colmeias.
Delimitação geográfica: 50 municípios da região Oeste do Paraná, incluindo Cascavel, Foz do Iguaçu, Toledo, Guaíra, Palotina, Santa Helena, Marechal Cândido Rondon e outros.
História: A atividade apícola paranaense é conhecida desde a década de 1950. Na região Oeste do Paraná, a atividade começou a se organizar na década de 1990 com o surgimento de diversas associações de apicultores, que mais tarde criaram a COOFAMEL. As margens do reservatório de Itaipu — com suas extensas áreas de proteção ambiental, mata jovem e diversificada — conferem diferencial ao mel. A grande fartura hidrográfica, as áreas verdes preservadas e as melhorias técnicas de produção fizeram do Oeste do Paraná um dos grandes produtores de mel de alta qualidade, com interesse de compradores internacionais.
Contato: COOFAMEL | Rua Ângelo Catani, lote 01-4 PR 317, Centro, Santa Helena/PR, CEP 85.892-000 | Tel.: +55 (45) 3268-2445 | E-mail: coofamel@hotmail.com
Planalto Sul Brasileiro
Mel de Melato de Bracatinga
Indicação Geográfica: Planalto Sul Brasileiro
Número do Registro: BR412020000011-2
Data do Registro: 20/07/2021
Requerente: Federação das Associações de Apicultores e Meliponicultores de Santa Catarina – FAASC
Selo Nacional: Denominação de Origem
Produto: Mel de melato de bracatinga. Obtido pelas abelhas a partir do melato excretado por cochonilhas que se alimentam da seiva da bracatinga. Não cristaliza, possui cor escura, é rico em minerais (potássio e magnésio), com acidez mais elevada e sabor e aroma únicos. Colhido na sua forma natural, extraído dos favos e envasado como as abelhas o produzem.
Delimitação geográfica: Área contínua de 58.987,1 km², abrangendo total ou parcialmente 134 municípios de Santa Catarina (107), Paraná (12) e Rio Grande do Sul (15), em altitudes acima de 700 metros.
História: A produção de mel pelos indígenas data de mais de 2.000 anos. Em 1900, foi fundada a primeira associação de apicultores do sul do Brasil, em São Bento do Sul/SC. Em 1980, o mel de melato da bracatinga começou a ser exportado para a Alemanha. Em 2007, recebeu medalha de ouro no Congresso da Apimondia na Austrália. Foi reconhecido o melhor do mundo em 2013 (Ucrânia) e 2017 (Turquia). Em 2021 obteve o registro de IG. A produção acontece a cada dois anos, quando o apicultor observa a natureza e maneja as abelhas no momento em que a cochonilha atinge a fase adulta e passa a produzir o melato.
Contato: FAASC | Rodovia Virgílio Várzea, 2554, Saco Grande II, Florianópolis/SC, CEP 88032-001 | Tel.: +55 (48) 3238-1066 | Site: www.faasc.com.br | E-mail: faasc.br2009@gmail.com
Norte de Minas
Mel de Aroeira
Indicação Geográfica: Norte de Minas
Número do Registro: BR412019000018-2
Data do Registro: 01/02/2022
Requerente: Conselho de Desenvolvimento da Apicultura Norte Mineira
Selo Nacional: Denominação de Origem
Produto: Mel de abelha Apis mellifera produzido a partir da aroeira (Myracrodruon urundeuva) e de honeydew. Cor escura, não cristaliza, com compostos fenólicos de ação antioxidante, anti-inflamatória e antimicrobiana que fortalecem o sistema imunológico. Produção anual de cerca de 1.000 toneladas, com o mel de aroeira respondendo por aproximadamente 40% em ano de boa produção.
Delimitação geográfica: 64 municípios do Norte de Minas Gerais, em zona de transição entre a Caatinga e o Cerrado, conforme portaria do IMA Nº 2018/2020.
História: A prática da apicultura na região teve início por volta de 1980 e tornou-se atividade muito importante para os moradores e para a economia. O mel produzido — monofloral de aroeira — foi, inicialmente, menos valorizado que o mel silvestre por sua cor mais escura. Com o tempo, esse estigma foi vencido e o produto conquistou o título de Denominação de Origem. A apicultura impacta cerca de 1.500 famílias e quase 5.000 pessoas envolvidas na atividade. A vegetação de transição entre Caatinga e Cerrado, aliada ao clima seco, favorece a existência da Aroeira-do-Sertão, árvore essencial para o mel.
Contato: Conselho de Desenvolvimento da Apicultura Norte Mineira | Rua Gerônimo Veloso, 452, Pernambuco, Bocaiúva/MG, CEP 39390-000 | Tel.: +55 (38) 9982-4177 / +55 (38) 9930-2366 | E-mail: agapecartaoprodutor@hotmail.com
Inhamuns
Mel de Aroeira
Indicação Geográfica: Inhamuns
Número do Registro: BR402023000006-8
Data do Registro: 11/03/2025
Requerente: Associação Apicultores do Mel de Aroeira dos Inhamuns – APIMAI
Selo Nacional: Indicação de Procedência
Produto: Mel de aroeira (Myracrodruon urundeuva) produzido exclusivamente por abelhas africanizadas (Apis mellifera) e de honeydew/melato de insetos (psilídeos). Produzido no período de estiagem, quando a florada da aroeira permanece disponível. Mel monofloral mais puro, consistência superior, coloração âmbar escurecida, elevados níveis de compostos fenólicos. Não cristaliza. Exportado para Suécia, Alemanha e França.
Delimitação geográfica: Municípios de Aiuaba, Arneiroz, Parambu, Quiterianópolis e Tauá, no estado do Ceará.
História: O trabalho com o mel na região data, pelo menos, da década de 1980 — e há relatos anteriores, da época em que o mel era o único adoçante disponível aos sertanejos. A partir de 2001, o trabalho com abelhas africanizadas foi estabelecido como atividade econômica fundamental. Em 2019, o Ceará atingiu 16,99% da produção nacional de mel, com grande parte originária dessa região. Nos Inhamuns, a escassez de água limita as atividades produtivas rurais, tornando a apicultura uma das alternativas mais relevantes. A comercialização expandiu-se para as Regiões Sul e Sudeste do Brasil e para o mercado europeu.
Contato: APIMAI | Fazenda Olho D'Aguinha, Vila de Vera Cruz, Tauá/CE, CEP 63660-000 | Tel.: (88) 9921-5873 | E-mail: pauloabelhas@yahoo.com.br