Pampa Gaúcho da Campanha Meridional
Carne Bovina e Derivados
Indicação Geográfica: Pampa Gaúcho da Campanha Meridional
Número do Registro: IG200501
Data do Registro: 12/12/2006
Requerente: Associação dos Produtores de Carne do Pampa Gaúcho da Campanha Meridional – APROPAMPA
Selo Nacional: Indicação de Procedência
Produto: Carne bovina e seus derivados. Única carne brasileira com Indicação de Procedência. Produzida exclusivamente a partir das raças Angus e Hereford, com alimentação exclusiva de pastagens nativas ou cultivadas de inverno, em regime extensivo, com rastreamento desde o nascimento. A carne com o selo atingiu preço 30% superior às outras carnes no varejo.
Delimitação geográfica: Municípios de Herval, Pinheiro Machado, Pedras Altas, Candiota, Hulha Negra, Bagé, Aceguá, Dom Pedrito, Santana do Livramento, Lavras do Sul e São Gabriel, no Rio Grande do Sul. Área de 1.293.479,04 hectares, totalmente inserida no Bioma Pampa.
História: O Pampa Gaúcho representa a atividade agropastoril mais antiga do continente sul-americano, com quase quatro séculos de história. O bioma Pampa possui clima temperado com temperatura média de 18°C e relevo plano a levemente ondulado. A área está dentro da maior proporção de campos naturais preservados do Brasil. O programa de avaliação da conformidade, controlado pela APROPAMPA, analisa o processo de produção e o produto final, garantindo qualidade e origem. A organização dos produtores valorizou o ambiente e proporcionou agregação significativa de valor à carne.
Contato: APROPAMPA | Av. Portugal, 495 – Castro Alves, Bagé/RS, CEP 96.640-000 | Tel.: +55 (53) 3242-8888 | Site: www.carnedopampagaucho.com.br | E-mail: [email protected]
Costa Negra
Camarões
Indicação Geográfica: Costa Negra
Número do Registro: IG200907
Data do Registro: 16/08/2011
Requerente: Associação dos Carcinicultores da Costa Negra – ACCN
Selo Nacional: Denominação de Origem
Produto: Camarões: inteiro, sem cabeça, tipo butterfly, empanado, em espeto e outros processados. Criados em tanques com água do mar, alimentados pelos sedimentos naturais da região. Atingem até 11 cm em 70 a 120 dias. Diferenciam-se por níveis diferenciados de proteína e consistência mais firme. Beneficiados em unidades com SIF e certificações orgânicas. A associação conta com 33 unidades de engorda e produz aproximadamente 8.000 toneladas em 900 hectares.
Delimitação geográfica: Área de aproximadamente 428,74 km², na região do Baixo Acaraú, abrangendo os municípios de Acaraú, Cruz e Itarema, no litoral oeste do Ceará.
História: A comercialização do camarão da Costa Negra é relativamente recente, com cerca de 30 anos. O nome da região deriva das grandes extensões de sedimentos cinza-escuros nas praias. O Rio Acaraú, de água escura e rico em nutrientes, transforma o solo costeiro na melhor área biológica para a produção do camarão. Os sedimentos (microrganismos) da região têm alto teor de cálcio e fibras. A qualidade do camarão faz com que seja vendido no mercado nacional e internacional, atingindo os maiores preços do mercado mundial.
Contato: ACCN | Rua Manoel Sales, 200 – Centro, Acaraú/CE, CEP 62.580-000 | Tel.: +55 (88) 3661-1427 | Site: facebook.com/accnacarau | E-mail: [email protected]
Maracaju
Linguiça Bovina
Indicação Geográfica: Maracaju
Número do Registro: BR402014000007-7
Data do Registro: 24/11/2015
Requerente: Associação dos Produtores da Tradicional Linguiça de Maracaju – APTRALMAR
Selo Nacional: Indicação de Procedência
Produto: Linguiça bovina. Feita com cinco cortes nobres: contrafilé, filé mignon, picanha, alcatra e coxão mole. Carne picada na ponta da faca, em ângulo ou na diagonal. Gordura de 30% por quilo. Temperos: pimenta dedo-de-moça, alho, sal, cheiro verde e o segredo — 50 ml de suco de laranja azeda por quilo. Há 18 empresas legalizadas produzindo mais de 11 toneladas, gerando mais de 70 empregos diretos.
Delimitação geográfica: Limites do município de Maracaju, Mato Grosso do Sul.
História: Maracaju foi criada em 1924 e colonizada por mineiros que levaram a tradição da linguiça caseira de carne suína. Com o tempo, a carne de boi substituiu a suína e a laranja azeda foi introduzida como acidulante natural. A linguiça apareceu no Guinness Book em 1988 pela maior já fabricada, com 31 metros de comprimento. A notoriedade consolidou-se na década de 1980 com a chegada dos refrigeradores e o aumento da procura. Maracaju é a "capital da linguiça", celebrada na Festa da Tradicional Linguiça (abril) e na exposição agropecuária (junho).
Contato: APTRALMAR | Rua Franklin Ferreira Ribeiro, 2880, Maracaju/MS, CEP 79.150-000 | Tel.: +55 (67) 9 9973-1071 | E-mail: [email protected]
Venda Nova do Imigrante
Socol
Indicação Geográfica: Venda Nova do Imigrante
Número do Registro: BR4020140000026
Data do Registro: 12/06/2018
Requerente: Associação dos Produtores de Socol de Venda Nova do Imigrante
Selo Nacional: Indicação de Procedência
Produto: Socol — presunto cru artesanal de lombo suíno. Ingredientes autorizados: lombo de carne suína resfriada, peritônio suíno, sal, pimenta-do-reino e alho. Curado naturalmente pelo clima frio e úmido da serra capixaba, que favorece a proliferação de fungos responsáveis pela cura. Recomenda-se fatiar o mais fino possível e não cozinhar. É um dos principais atrativos do agroturismo da região.
Delimitação geográfica: Regiões de Alto Bananeiras, Bananeiras, Lavrinhas, Sede, Tapera, Alto Tapera, Santo Antônio da Serra e Providência, na parte nordeste do município de Venda Nova do Imigrante, Espírito Santo. Altitude de 630 a 1.550 metros, temperatura média de 18,5°C.
História: O socol foi introduzido no Brasil por imigrantes italianos de Treviso, região de Vêneto, por volta da década de 1880. Inicialmente consumido em ocasiões especiais e servido a visitantes ilustres. Também era preparado para conservar a carne sem refrigeração. Originalmente feito com o pescoço do porco; hoje se usa o lombo para deixar o produto menos gorduroso. Até 1989, a produção era para consumo próprio; após essa data ganhou caráter comercial como complemento de renda das famílias. A Festa do Socol é um dos principais eventos turísticos da cidade.
Contato: Associação dos Produtores de Socol de Venda Nova do Imigrante | Rodovia Pedro Cola, Km 04, Bairro Providência, Venda Nova do Imigrante/ES, CEP 29.375-000 | Tel.: +55 (28) 9 9921-1383 | E-mail: [email protected]
Mamirauá
Pirarucu Manejado
Indicação Geográfica: Mamirauá
Número do Registro: BR412020000009-0
Data do Registro: 13/07/2021
Requerente: Federação dos Manejadores e Manejadoras de Pirarucu de Mamirauá – FEMAPAM
Selo Nacional: Denominação de Origem
Produto: Pirarucu manejado (Arapaima gigas) — peixe fresco inteiro ou eviscerado, e peixe congelado eviscerado inteiro ou em partes (pedaços, postas, filés, costela, CMS). Carne branca, textura tenra, firme, macia e suculenta. Alto índice de ômega 3 pela dieta de várzea. Pigmentação vermelha diferenciada adquirida pela ingestão de moluscos. O manejo beneficia anualmente mais de 1.000 pescadores e pescadoras.
Delimitação geográfica: Trechos de nove municípios do Amazonas: Alvarães, Fonte Boa, Japurá, Juruá, Jutaí, Maraã, Tefé, Tonantins e Uarini. A Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá tem 11.240 km², localizada no médio Solimões, a cerca de 600 km de Manaus.
História: O manejo do pirarucu é uma atividade secular de populações indígenas e ribeirinhas. Com o declínio da borracha no início do século XX, a pesca ganhou ainda mais importância. Na década de 1970, a exploração comercial sem controle ameaçou a espécie de extinção local. No início dos anos 2000, com auxílio do Instituto Mamirauá, foi implantado o manejo sustentável — com cota anual de pesca — salvando a espécie e melhorando a qualidade de vida das famílias. Em 2019, 48 comunidades ribeirinhas, 3 colônias e 1 associação de pescadores obtiveram renda de R$ 2,5 milhões com o manejo.
Contato: FEMAPAM | Rua Brasília, nº 197, Bairro Juruá, Tefé/AM, CEP 69552-215 | Tel.: +55 (97) 3343-9776 | Site: www.mamiraua.org.br | E-mail: [email protected]
Vale do Jamari
Tambaqui
Indicação Geográfica: Vale do Jamari
Número do Registro: BR402022000003-0
Data do Registro: 15/08/2023
Requerente: ACRIPAR – Associação dos Criadores de Peixes do Estado de Rondônia
Selo Nacional: Indicação de Procedência
Produto: Tambaqui (Colossoma macropomum) in natura e processado. Peixe redondo, dorso esverdeado, barriga e cauda preta. Carne branca de textura tenra, firme, macia e suculenta, sabor marcante. Criado em tanques escavados ou barragens. Em 2020, os produtores do Vale do Jamari responderam por 60% do tambaqui produzido em Rondônia. Produto abastece todo o mercado nacional e exportações.
Delimitação geográfica: Municípios de Alto Paraíso, Ariquemes, Buritis, Cacaulândia, Campo Novo de Rondônia, Cujubim, Itapuã do Oeste, Machadinho D'Oeste, Monte Negro, Rio Crespo e Theobroma, totalizando 38.049 km², em Rondônia.
História: Desde a década de 1980, identificava-se produção de tambaqui em cativeiro em Rondônia. A denominação "Vale do Jamari" ganhou notoriedade a partir de 2009, com a criação da ACRIPAR. A topografia favorável e a abundância de recursos hídricos propiciam o ambiente ideal. O aprimoramento técnico da produção resultou em ganhos de escala e qualidade, atraindo programas de apoio da SEAGRI, SEDAM, SEBRAE e EMATER-RO. A Feira de Agronegócio e Piscicultura do Vale do Jamari (EXPOVALE) atrai milhares de pessoas e tem repercussão nacional e internacional.
Contato: ACRIPAR | Av. Jamari, nº 3324 – 1º andar, Centro, Ariquemes/RO, CEP 76870-018 | Tel.: +55 (69) 9-99232-3148 | E-mail: [email protected]
Blumenau
Linguiça Suína Defumada
Indicação Geográfica: Blumenau
Número do Registro: BR402022000017-0
Data do Registro: 06/02/2024
Requerente: ALBLU – Associação das Indústrias Produtoras de Linguiça Blumenau
Selo Nacional: Indicação de Procedência
Produto: Linguiça de carne suína pura, curada e defumada exclusivamente de forma natural, com sabor de alho, na forma consagrada de ferradura. Feita de paleta, pernil, lombo e sobre paleta suínos sem osso, com toucinho suíno sem pele. Mais de um século de tradição. Mais de 40 indústrias produtoras na região. Mais de 80% do que se produz é consumido na própria região.
Delimitação geográfica: 16 municípios catarinenses no Vale do Itajaí e Alto Vale do Itajaí, totalizando 2.234 km²: Gaspar, Blumenau, Pomerode, Timbó, Indaial, Rio dos Cedros, Doutor Pedrinho, Benedito Novo, Rodeio, Presidente Getúlio, Ibirama, Rio do Sul, Lontras, Aurora, Agronômica e Laurentino.
História: A produção da linguiça em Blumenau é um fato histórico intrínseco ao processo de imigração alemã a partir do século XIX. Originalmente visava o autoconsumo, preservando a carne suína produzida pelos colonos. A área delimitada corresponde ao antigo território do município de Blumenau de 1894, que foi desmembrado ao longo do tempo. O produto é presença obrigatória nas festas étnicas da cultura alemã, como a Oktoberfest. A "Rota da Linguiça" é um dos principais atrativos turístico-culturais da região.
Contato: ALBLU | Rua Antônio Gesser, 201 – Conj A, Belchior Central, Gaspar/SC, CEP 89117-635 | Tel.: +55 47 9911-3918 | E-mail: [email protected]
Prudentópolis
Cracóvia
Indicação Geográfica: Prudentópolis
Número do Registro: BR402023000016-5
Data do Registro: 21/01/2025
Requerente: Associação dos Produtores de Embutidos de Prudentópolis – APEP
Selo Nacional: Indicação de Procedência
Produto: Cracóvia — embutido artesanal de pernil suíno temperado e defumado. Feito exclusivamente com carne suína nobre do pernil, não congelada, com alho, sal, pimenta e especiarias. Defumação moderada natural, seguida de resfriamento por mínimo de 12 horas. Coloração nos tons do pinhão e do tabaco, aroma amadeirado, sabor leve com fumaça suave. Prudentópolis é considerada "a cidade mãe da cracóvia".
Delimitação geográfica: Município de Prudentópolis, no Estado do Paraná.
História: A cracóvia é produzida desde os anos 1960 por descendentes ucranianos em Prudentópolis — município considerado "o mais ucraniano" do Brasil, com pelo menos 80% da população descendente de ucranianos. O nome peculiar vem de uma família dona de açougue que batizou o embutido em homenagem à cidade polonesa de Krakóvia, a pedido de um cliente polonês, para aguçar a curiosidade. A importância socioeconômica da cracóvia impulsiona o turismo, a hotelaria e a gastronomia local, gerando orgulho comunitário e senso de pertencimento.
Contato: APEP | R. Dom Pedro II, 281, Prudentópolis/PR, CEP 84400-000 | Tel.: (42) 98861-6123 | E-mail: [email protected]