Região de Mara Rosa
Açafrão (Cúrcuma)
Indicação Geográfica: Região de Mara Rosa
Número do Registro: BR402013000006-6
Data do Registro: 02/02/2016
Requerente: Cooperativa de Produtores de Açafrão de Mara Rosa – COOPERAÇAFRÃO
Selo Nacional: Indicação de Procedência
Produto: Açafrão (Cúrcuma longa), originário da Índia. Utilizado na indústria de alimentos como temperos, mostarda, condimentos, massas, molhos, margarinas, e nas indústrias cosmética, têxtil e farmacológica pelas suas substâncias oxidantes, antimicrobianas e corantes. Produção anual de cerca de 5.000 toneladas em 250 hectares. A região responde por cerca de 90% da produção goiana e 26% da nacional. Estima-se que 200 agricultores (300 famílias) vivam da cultura, gerando 800 empregos diretos.
Delimitação geográfica: Municípios de Mara Rosa, Amaralina, Formoso e Estrela do Norte, com perímetro de aproximadamente 4.250 km², na Microrregião de Porangatu, norte de Goiás. Cortada no sentido Norte-Sul pela rodovia Belém-Brasília (BR-153), entre as bacias dos rios Araguaia e Tocantins.
História: A região é conhecida desde o século XVIII como o Sertão do Amaro Leite. Os bandeirantes usavam o açafrão para marcar as trilhas das minas e temperar os alimentos, introduzindo as primeiras sementes e mudas da especiaria. Os escravos também a introduziram como tempero. A planta adaptou-se naturalmente ao solo e ao clima local. Com a construção da estrada transbrasiliana em 1948, rompeu-se o isolamento e as terras foram ocupadas. Nos anos 1960 surgiram as primeiras plantações comerciais, e Mara Rosa consolidou-se como "capital do açafrão". A COOPERAÇAFRÃO, fundada em 2003, organizou os produtores para a defesa econômica e valorização do produto.
Contato: COOPERAÇAFRÃO | Avenida Joaquim Gonçalves, Mara Rosa/GO, CEP 76.490-000 | Tel.: +55 (62) 3366-2045 | Site: cooperacafrao.blogspot.com | E-mail: cooperacafrao@gmail.com
Espírito Santo
Pimenta-do-reino
Indicação Geográfica: Espírito Santo
Número do Registro: BR402021000006-2
Data do Registro: 08/11/2022
Requerente: Associação dos Pipericultores do Espírito Santo
Selo Nacional: Indicação de Procedência
Produto: Pimenta-do-reino (Piper nigrum L.), fruto de trepadeira da família Piperaceae, originária da Costa do Malabar, Índia. Uma das especiarias mais utilizadas na culinária mundial. A colheita é 100% manual, sem maquinário. Produção anual superior a 60 mil toneladas. Em 2020, exportada para mais de 65 países nos 5 continentes, incluindo Itália, Alemanha, Portugal, Índia e Vietnã. Atividade típica da agricultura familiar, com base em mão de obra predominantemente de jovens e mulheres.
Delimitação geográfica: Território norte do estado do Espírito Santo, abrangendo 29 municípios: Água Doce do Norte, Águia Branca, Alto Rio Novo, Aracruz, Baixo Guandu, Barra de São Francisco, Boa Esperança, Colatina, Conceição da Barra, Ecoporanga, Governador Lindenberg, Jaguaré, Linhares, Mantenópolis, Marilândia, Montanha, Mucurici, Nova Venécia, Pancas, Pedro Canário, Pinheiros, Ponto Belo, Rio Bananal, São Domingos do Norte, São Gabriel da Palha, São Mateus, Sooretama, Vila Pavão e Vila Valério.
História: A pipericultura começou a ser praticada no Espírito Santo por volta de 1970, quando as primeiras mudas chegaram vindas da Região Norte do país. Com o passar dos anos, a atividade se espalhou pelo norte do estado, que possui clima quente e úmido (temperaturas de 23°C a 38°C, umidade de 70% a 88%) e altitudes de até 500 m — condições ideais para o cultivo da pimenta-do-reino. O estado consolidou-se entre os maiores produtores nacionais. A renda gerada com a produção e exportação é essencial para a economia das famílias rurais da região.
Contato: Associação dos Pipericultores do Espírito Santo | R. Pernambuco, 370, Boa Vista, São Mateus/ES, CEP 29931-230 | Tel.: +55 (27) 8808-5728
Orégano de Tacna
Orégano
Indicação Geográfica: Orégano de Tacna
Número do Registro: Resolução N° 0972-2024/DSD-INDECOPI
Data do Registro: 12 de janeiro de 2024
Requerente: Conselho Regulador da Denominação de Origem Orégano de Tacna
Selo Nacional: Denominação de Origem
Produto: O Orégano de Tacna (morfotipos Nigra comum, Orégano melhorado e Orelha de Elefante, da variedade Origanum vulgare L.) destaca-se por ser um produto muito aromático, de sabor amargo suave, cor verde-folha intenso a verde-folha pálido e consistência entre quebradiça e elástica. Apresenta percentual de lipídios superior ao de plantas de outras regiões produtoras de orégano, com predominância de dois óleos essenciais — Timol e Carvacrol —, responsáveis pelo seu aroma e sabor característicos.
Entre os fatores naturais de produção destacam-se as parcelas de cultivo situadas entre 2.500 e 3.800 metros acima do nível do mar, o clima semiárido com extrema variação de temperaturas, o baixo percentual de umidade, o solo de tipo franco-arenoso e as precipitações escassas.
Entre os fatores humanos de produção sobressaem o uso de técnicas e práticas agrícolas tradicionais, a tradição milenar de recuperar e construir terraços (andenes), o plantio em sulcos e o estabelecimento de colheitas bianuais, entre outros.
Delimitação geográfica: A zona geográfica delimitada para o cultivo e processamento do Orégano de Tacna abrange um território específico na Região de Tacna, situado entre 2.500 e 3.800 metros acima do nível do mar. A área totaliza 1.091 km² e distribui-se ao longo de 36 zonas produtoras pertencentes a 15 distritos de quatro províncias.
Na província de Tacna, inclui os distritos de Palca e Pachía. Na província de Tarata, abrange os distritos de Estique, Estique Pampa, Tarucachi, Tarata, Ticaco, Sitajara e Susapaya. Na província de Candarave, compreende os distritos de Quilahuani, Candarave, Huanuara, Cairani e Camilaca. Por fim, na província de Jorge Basadre, inclui o distrito de Ilabaya e suas zonas produtoras.
História: O Orégano de Tacna é o resultado da adaptação de um cultivo europeu às zonas interandinas da região, onde os saberes locais conferiram ao produto aroma e sabor únicos. Seu cultivo teve início por volta de 1947 na província de Jorge Basadre e, a partir dos anos 1970, expandiu-se para distritos como Camilaca, que se tornou o principal produtor do país. O auge dos anos 1980 consolidou sua presença em Candarave, Cairani e Tarata, transformando a atividade agrícola regional.
O conhecimento sobre seu manejo foi transmitido entre agricultores, fazendo com que o orégano passasse de uma planta de quintal a um produto de exportação que sustenta milhares de famílias. Graças a essa tradição compartilhada, é hoje reconhecido como o "ouro verde" de Tacna.
Sal de Maras
Sal
Indicação Geográfica: Sal de Maras
Número do Registro: Resolução N° 27856-2024/DSD-INDECOPI
Data do Registro: 09 de outubro de 2024
Requerente: Sal de Maras y Pichingoto Sociedad Anónima (Marasal S.A.)
Selo Nacional: Indicação de Procedência
Produto: A Sal de Maras é um sal para consumo humano extraído de águas salinas provenientes de nascentes naturais de montanha dos Andes peruanos, localizadas na ravina do Qori Puqyo, no cerro Qaqawiñay, no distrito de Maras.
Caracteriza-se por ser um sal extraído manualmente por duas comunidades camponesas locais, segundo métodos tradicionais ancestrais. É obtido por um processo natural de evaporação solar de água de nascente naturalmente rica em cloreto de sódio e minerais, distribuída por gravidade em piscinas cristalizadoras construídas em terraços com fundo de argila.
É um produto cristalino, granular, firme e homogêneo, de cor branca a rosada fosca e levemente transparente.
Delimitação geográfica: A zona geográfica delimitada situa-se no distrito de Maras, na província de Urubamba, região de Cusco. Essa zona é composta por duas áreas concêntricas: a primeira é a zona de produção (Zona 1), que compreende a ravina do Qori Puqyo (Salinas de Maras); a segunda é a zona de processamento (Zona 2), que abrange o território administrativo do distrito de Maras. O reprocessamento e/ou reenvasamento poderá ser realizado fora da zona geográfica delimitada.
História: As Salinas de Maras são a manifestação material de um conjunto de conhecimentos e técnicas tradicionais desenvolvidos e transmitidos de geração em geração pelos antepassados dos atuais moradores das comunidades camponesas de Maras e Pichingoto, relacionados ao processamento e à extração do sal como recurso essencial para a vida humana e ativo econômico e cultural da população envolvida.
A exploração do sal em Maras ocorre de forma ininterrupta há aproximadamente 3.000 anos, estando presente desde os tempos do Império Inca e do Vice-Reino, sob a responsabilidade dos ayllus Maras, Oyola, Mollacas, Cachic e Pichingoto. Atualmente, a atividade é conduzida pelas comunidades camponesas de Maras e Pichingoto, que, por meio da tradição ancestral inca do "ayni" — fundada no princípio da cooperação, da reciprocidade e da ajuda mútua —, mantiveram a tecnologia tradicional na produção e distribuição do sal.
Tanto a propriedade das piscinas quanto os saberes e tradições do trabalho são transmitidos de pais para filhos, de geração em geração, preservando a identidade da população e o respeito pelas tradições.
Contato: Marasal S.A. | Salineras de Maras S/N, Maras, Urubamba, Cusco, Peru | Tel.: +51 974900504 | Site: saldemaras.pe | E-mail: gerencia@saldemaras.pe