Cruzeiro do Sul
Farinha de Mandioca
Indicação Geográfica: Cruzeiro do Sul
Número do Registro: BR402015000001-0
Data do Registro: 22/08/2017
Requerente: Central das Cooperativas dos Produtores Familiares do Vale do Juruá – CENTRAL JURUÁ
Selo Nacional: Indicação de Procedência
Produto: Farinha de mandioca artesanal e familiar, reconhecida pela crocância, granulometria uniforme, torra característica e sabor inconfundível. Cultivares autorizadas: Branquinha, Caboquinha, Mansa-e-Brava, Cumaru, Curimêm, Chico Anjo e Mulatinha. O processamento exige no mínimo 95% de mandioca produzida na área delimitada. Em 2009, das 904 casas de farinha mapeadas no Vale do Juruá, aproximadamente metade estavam em Cruzeiro do Sul.
Delimitação geográfica: Municípios de Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Cruzeiro do Sul, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo — área da Regional Juruá, no extremo oeste do Acre, na fronteira com o Peru. Consiste em um dos Territórios da Cidadania.
História: A mandioca é originária da região amazônica e cultivada na América Tropical há mais de 5.000 anos. A produção de farinha na região foi introduzida por famílias de imigrantes nordestinos no início do século XX, muitos deles ex-seringueiros que, com a queda do preço da borracha, buscaram novas fontes de renda e consolidaram a farinha de mandioca como atividade central da agricultura familiar local. O saber fazer é transmitido de pais para filhos, sendo uma herança familiar e comunitária. Ao longo dos anos, instituições de apoio ajudaram os produtores na melhoria contínua do processo produtivo e no resgate histórico desse produto diferenciado.
Contato: CENTRAL JURUÁ | Rua Rego Barros, 37 – Centro, Cruzeiro do Sul/AC | Tel.: +55 (68) 3322-6534 | E-mail: centraljuruaczs@gmail.com
Uarini
Farinha de Mandioca
Indicação Geográfica: Uarini
Número do Registro: BR 402017000003-2
Data do Registro: 27/08/2019
Requerente: Associação dos Produtores de Farinha de Mandioca da Região de Uarini
Selo Nacional: Indicação de Procedência
Produto: Farinha de mandioca artesanal, conhecida como "farinha ovinha" ou "o caviar das farinhas". Caracterizada pelos grãos arredondados e uniformes, coloração amarelo-ouro e ausência de pó. Classificada em quatro tipos por granulometria: Filé (premium), Ovinha, Ova e Amarela. Cultivares obrigatórias: raízes de coloração amarela, mínimo de 3 variedades plantadas concomitantemente (incluindo Catombo, Manivão, João Gonçalo, Sete Anos, Baixotinha, Sacaí e Tapaiona). Produção orgânica — proibido agrotóxicos e maquinário de grande porte. O uso de pousio entre ciclos é obrigatório.
Delimitação geográfica: Municípios de Uarini, Alvarães, Tefé e Maraã, no estado do Amazonas. Uarini possui 55 comunidades rurais às margens do lago de Uarini, rio Uarini, Paraná do Uarini, rio Copaca, rio Japurá e rio Solimões, com cerca de 6.000 habitantes na zona rural.
História: A mandioca é o principal produto agrícola de Uarini e a farinha dinamiza a economia de toda a região. O modo de produção artesanal permaneceu praticamente constante ao longo do tempo: a mandioca fermenta de 3 a 4 dias em igarapés, rios ou lagos; é então espremida no tipiti, peneirada e embolada no boleador — etapa exclusiva que confere o formato arredondado característico — antes de ser escaldada e torrada. A vida cultural do município gira em torno da farinha: a Festa da Farinha é o maior evento cultural de Uarini, reunindo milhares de pessoas na Praça Jeocunda Sevalho Lopes. Em 2018, foi inaugurada a primeira empacotadora automática da região, na comunidade Campo Novo, permitindo a venda direta para supermercados de Manaus.
Contato: Associação dos Produtores de Farinha de Mandioca da Região de Uarini | Praça Santa Teresa, 546 – Centro, Tefé/AM, CEP 69.550-053 | Tel.: +55 (97) 3343-3329 / (92) 99199-4652