Região do Jalapão do Estado do Tocantins
Artesanato em Capim Dourado
Indicação Geográfica: Região do Jalapão do Estado do Tocantins
Número do Registro: IG200902
Data do Registro: 30/08/2011
Requerente: Associação dos Artesãos em Capim Dourado da Região do Jalapão do Estado do Tocantins – AREJA
Selo Nacional: Indicação de Procedência
Produto: Artesanato em Capim Dourado. Peças confeccionadas manualmente com capim, a "seda" do buriti e agulha. Os artesãos utilizam o "douradão" (hastes grossas, para peças grandes) e o "douradinho" (filetes finos e flexíveis, para peças pequenas). Produção reconhecida em todo o Brasil e no exterior pela sustentabilidade ambiental e pelo saber fazer manual.
Delimitação geográfica: Municípios de Mateiros, São Félix do Tocantins, Ponte Alta do Tocantins, Novo Acordo, Santa Tereza do Tocantins, Lagoa do Tocantins, Lizarda e Rio Sono, no estado do Tocantins.
História: A partir de 1930, técnicas artesanais de manuseio do capim dourado foram aprendidas por povos da região. No final da década de 1990, a produção popularizou-se em todo o Brasil. O Jalapão é uma região árida com temperatura média de 30°C, com dunas de areias douradas de até 30 metros. A colheita do capim ocorre na segunda quinzena de setembro, quando está bem maduro. A maioria dos artesãos trabalha em casa, sendo a atividade uma importante fonte de renda para as comunidades quilombolas locais.
Contato: AREJA | 103 Norte, rua nº 516, Plano Diretor Norte, Palmas/TO, CEP 77.001-020 | Tel.: +55 (63) 3216-3484 | E-mail: arejacampimdourado@yahoo.com
Goiabeiras
Panelas de Barro
Indicação Geográfica: Goiabeiras
Número do Registro: IG201003
Data do Registro: 04/10/2011
Requerente: Associação das Paneleiras de Goiabeiras
Selo Nacional: Indicação de Procedência
Produto: Panelas de barro. Técnica cerâmica de origem indígena — modelagem manual, queima a céu aberto e aplicação de tintura de tanino. Produtos autorizados: moquequeira ou frigideira, panela de arroz ou pirão, caldeirão, assadeira e panelas de caldo. A argila é extraída da jazida do Vale do Mulembá.
Delimitação geográfica: Parte continental da cidade de Vitória, Espírito Santo.
História: Em Goiabeiras, bairro de Vitória, o ofício das paneleiras é herança cultural de indígenas e afrodescendentes há mais de 300 anos. A fabricação é uma atividade tradicionalmente feminina, um saber repassado de mãe para filha por gerações. Nas panelas são feitas as famosas moquecas capixabas e a torta capixaba. A IG protegeu o nome Goiabeiras de cópias e falsificações, pois as panelas, com fama nacional, eram muito imitadas.
Contato: Associação das Paneleiras de Goiabeiras | Rua das Paneleiras, 55, Vitória/ES, CEP 29.075-100 | Tel.: +55 (27) 3327-0519 | E-mail: bereniciapaneleira@hotmail.com
São João Del Rei
Peças Artesanais em Estanho
Indicação Geográfica: São João Del Rei
Número do Registro: IG201010
Data do Registro: 07/02/2012
Requerente: Associação dos Artesãos de Peças em Estanho de São João Del Rei – AAPE
Selo Nacional: Indicação de Procedência
Produto: Peças artesanais em estanho. Liga "pewter" com 90 a 98% de estanho, 1 a 8% de antimônio e 0,25 a 3% de cobre. Peças com características barrocas, sacras e coloniais — colares, pingentes, brincos, anéis, utensílios domésticos e litúrgicos. A cidade possui 10 fábricas com produção de 5 mil peças/mês.
Delimitação geográfica: Limites do município de São João Del Rei, Minas Gerais.
História: O estanho já era produzido em São João Del Rei e Tiradentes desde o século XVIII, em utensílios domésticos e litúrgicos. Na década de 1960, o antiquário inglês John Leonel Walter Somers retomou e ensinou o ofício, e logo fábricas proliferaram pela cidade. São João Del Rei foi escolhida Capital Brasileira da Cultura em 2007 e seu conjunto arquitetônico é tombado pelo IPHAN desde 1983. As peças representam a tradição e identidade histórico-cultural da cidade.
Contato: AAPE | Praça Embaixador Gastão da Cunha, 50, São João Del Rei/MG, CEP 36.300-084 | Tel.: +55 (32) 3372-1352 | E-mail: estanhossantaclara@yahoo.com.br
Pedro II
Opalas Preciosas e Joias Artesanais
Indicação Geográfica: Pedro II
Número do Registro: IG201014
Data do Registro: 03/04/2012
Requerente: Conselho da União das Associações e Cooperativas de Garimpeiros, Produtores, Lapidários e Joalheiros de Gemas de Opalas e de Joias Artesanais de Opalas de Pedro II
Selo Nacional: Indicação de Procedência
Produto: Opalas preciosas e joias artesanais de opalas. As opalas são naturais, com jogo de cores produzido pela difração da luz, nos tipos pura, boulder e matriz. As joias combinam opalas com ouro, prata e tucum. Estudos estimam uma reserva geológica de 1.200 toneladas de opalas brutas em Pedro II.
Delimitação geográfica: Município de Pedro II, no Piauí.
História: A descoberta das opalas no final da década de 1930 está associada a casos fortuitos — relatos de um agricultor que encontrou uma pedra brilhante ao arrancar mandioca. Em meados dos anos 1960, a empresa de Minérios Brasil começou a explorar a jazida chamada Boi Morto. As opalas levaram aproximadamente 60 milhões de anos para se formar. Pedro II é responsável por praticamente 100% da produção de joias artesanais de opalas do Piauí, com o Festival de Inverno exibindo os produtos anualmente.
Contato: IG Pedro II | Av. Coronel Cordeiro, 672 – Centro, Pedro II/PI, CEP 64.255-000 | Tel.: +55 (86) 3271-1559 | E-mail: opalas@uol.com.br
Paraíba
Têxteis de Algodão Naturalmente Colorido
Indicação Geográfica: Paraíba
Número do Registro: IG200904
Data do Registro: 16/10/2012
Requerente: Cooperativa de Produção Têxtil de Afins do Algodão – COOPNATURAL
Selo Nacional: Indicação de Procedência
Produto: Têxteis de algodão naturalmente colorido. Fibras produzidas nas cores creme e marrom a partir da variedade BRS 200, sem tingimento artificial. A cultura do algodão é altamente significativa para a agricultura familiar nordestina. As confecções são exportadas majoritariamente para a Europa.
Delimitação geográfica: Estado da Paraíba.
História: O desenvolvimento da Paraíba está ligado ao algodão — na década de 1920, Campina Grande era a "Liverpool" brasileira, 2º polo mundial de comércio de algodão. Na década de 1980, a praga do bicudo quase dizimou a produção. O programa de melhoramento genético originou o algodão naturalmente colorido BRS 200. A fundação da COOPNATURAL no início do século XXI fortaleceu o setor. O algodão colorido foi desenvolvido pelos incas e astecas há 4.500 anos.
Contato: COOPNATURAL | Rodovia 104, km 143, Queimadas/PB, CEP 58.101-400 | Tel.: +55 (83) 3337-7077 | Site: www.naturalfashion.com.br | E-mail: atendimentontf@gmail.com
Divina Pastora
Renda de Agulha em Lacê
Indicação Geográfica: Divina Pastora
Número do Registro: IG201107
Data do Registro: 26/12/2012
Requerente: Associação para o Desenvolvimento de Renda Irlandesa de Divina Pastora – ASDEREN
Selo Nacional: Indicação de Procedência
Produto: Renda de agulha em lacê (renda irlandesa). Renda singular de grande beleza, com textura e brilho diferenciados. Desenhos com relevos que se combinam em pontos nomeados de forma análoga a animais e vegetais — pé-de-galinha, aranhinha, abacaxi. Em 2000, recebeu o título de Patrimônio Cultural do Brasil pelo IPHAN. Hoje, 80% da produção é comercializada para outros estados.
Delimitação geográfica: Município de Divina Pastora, Sergipe.
História: A renda irlandesa surgiu nos conventos irlandeses no século XIX como alternativa à mecanização industrial. Foi introduzida em Divina Pastora no início do século XX por Ana Rolemberg, da alta aristocracia local, e rapidamente difundida entre todas as mulheres da cidade. O modo de fazer foi incluído no Livro de Registro dos Saberes do IPHAN. Mais de uma centena de artesãs dependem hoje do ofício como principal atividade e fonte de renda.
Contato: ASDEREN | Praça Getúlio Vargas, 149, Divina Pastora/SE, CEP 49.650-000 | Tel.: +55 (79) 3271-1306 | E-mail: asderem.dp@hotmail.com
Cariri Paraibano
Renda Renascença
Indicação Geográfica: Cariri Paraibano
Número do Registro: BR402012000005-5
Data do Registro: 24/09/2013
Requerente: Conselho das Associações, Cooperativas, Empresas e Entidades vinculadas à Renda Renascença do Cariri Paraibano – CONARENDA
Selo Nacional: Indicação de Procedência
Produto: Renda renascença. Confeccionada com agulha, linha e lacê de algodão. São mais de 100 tipos de pontos catalogados. As peças diferem das demais localidades por estarem inseridas e absorvidas pela cultura local. A produção foi responsável pela inserção das mulheres da região no mercado de trabalho.
Delimitação geográfica: Municípios de Monteiro, Camalaú, São João do Tigre, São Sebastião do Umbuzeiro, Zabelê, Prata, Sumé e Congo, na Paraíba.
História: A renda renascença surgiu entre os séculos XV e XVI em Veneza e chegou ao Nordeste do Brasil no século XIX por religiosas francesas do Convento Santa Teresa. Na década de 1930, o conhecimento chegou às mulheres mais humildes, espalhando-se pela região. A partir de 2000, tornou-se importante suporte econômico e atração turística da região do Cariri Paraibano.
Contato: CONARENDA | Rua Projetada, 12 – Vila Santa Maria, Monteiro/PB, CEP 58.500-000 | Tel.: +55 (83) 9 9671-8679
Região das Lagoas Mundaú-Manguaba
Bordado Filé
Indicação Geográfica: Região das Lagoas Mundaú Manguaba
Número do Registro: BR402014000012-3
Data do Registro: 19/04/2016
Requerente: Instituto Bordado Filé da Região das Lagoas Mundaú Manguaba – INBORDAL
Selo Nacional: Indicação de Procedência
Produto: Bordado filé. Elaborado sobre uma rede (malha) com espaçamento pequeno. O trabalho ocorre em duas etapas: construção da rede e preenchimento com linhas. Instrumentos artesanais: agulha em madeira, molde de bambu e telas em madeira. Finalização com goma de amido de milho. É Patrimônio Cultural Imaterial de Alagoas.
Delimitação geográfica: Área de 252 km² ao redor das Lagoas Mundaú e Manguaba, abrangendo partes dos municípios de Marechal Deodoro, Pilar, Santa Luzia do Norte, Coqueiro Seco, Satuba e Maceió, em Alagoas.
História: O nome filé vem do francês "filet" (rede). A técnica tem origens na Pérsia e na Península Ibérica, chegando ao Brasil colonial pelas escolas cristãs católicas. Na região das Lagoas alagoanas, cruzou com a herança indígena de tecer fibras vegetais. Dessa fusão nasceu o bordado filé, hoje Patrimônio Cultural Imaterial de Alagoas. A fama do bordado deve-se muito ao turismo nas praias entre Marechal Deodoro e Maceió.
Contato: INBORDAL | Avenida Alipio Barbosa da Silva, 664 – Pontal da Barra, Maceió/AL, CEP 57.010-810 | Tel.: +55 (82) 9 9130-3090 | Site: www.inbordal.org.br | E-mail: contato@inbordal.org.br
Pirenópolis
Joias Artesanais em Prata
Indicação Geográfica: Pirenópolis
Número do Registro: BR402017000008-3
Data do Registro: 09/07/2019
Requerente: Associação Cultural e Ecológica dos Artesãos em Prata de Pirenópolis – ACEAPP
Selo Nacional: Indicação de Procedência
Produto: Joias artesanais em prata. Matéria-prima obtida por reciclagem de resíduos eletrônicos (placas de computador e equipamentos hospitalares). Materiais permitidos: prata de lei, gemas naturais e materiais naturais (coco, cerâmica e sementes). Produtos: brincos, anéis, pulseiras, colares, tornozeleiras, pingentes e braceletes. Etapas de produção (fundição, polimento, montagem e acabamento) exclusivamente pelos artesãos.
Delimitação geográfica: Limites do município de Pirenópolis, Goiás.
História: A relação com a produção de joias de prata teve início na década de 1970, quando artesãos se instalaram nas proximidades de Pirenópolis e ensinaram o ofício de ourivesaria aos moradores. O design de cada joia é de autoria do artesão, podendo se inspirar na cultura e vegetação local. Em 2019, havia cerca de 100 artesãos produzindo na região, com 8 lojas especializadas.
Contato: ACEAPP | Rua Direita, 32-A, Centro, Pirenópolis/GO, CEP 72980-000 | Tel.: +55 (61) 99638-1052 | Site: https://www.igdaprata.com.br/
Caicó
Bordado
Indicação Geográfica: Caicó
Número do Registro: BR402018000001-9
Data do Registro: 23/06/2020
Requerente: Comitê Regional das Associações e Cooperativas Artesanais do Seridó – CRACAS
Selo Nacional: Indicação de Procedência
Produto: Bordado de Caicó. Realizado à mão, à máquina de pedal e à máquina a motor. Linhas e fios de 100% algodão ou seda, em tecidos específicos. Mais de 100 tipos de pontos catalogados — ponto cheio, Richelieu, matiz, rococó, crivo e granito. Não é permitido uso de equipamentos computadorizados.
Delimitação geográfica: Municípios de Caicó, Timbaúba dos Batistas, São Fernando, Serra Negra do Norte, Acari, São João do Sabugi, Jardim do Seridó, Ipueira, Cruzeta, São José do Seridó, Jucurutu e Ouro Branco, no Rio Grande do Norte.
História: A arte de bordar chegou ao interior do Rio Grande do Norte através das mulheres dos colonizadores portugueses no início do século XVIII, vindas da Ilha da Madeira. Com novas tecnologias, passou a ser feito em máquina a pedal. A UFRN atesta o bordado como uma das expressões culturais da região. A atividade representa fonte de renda para muitas famílias, especialmente na zona rural do Seridó.
Contato: CRACAS | Av. Seridó, 03, Centro, Caicó/RN, CEP 59300-000 | Tel.: +55 (84) 99972-3362 | E-mail: arletesilvacaico@yahoo.com.br
Jaguaruana
Redes
Indicação Geográfica: Jaguaruana
Número do Registro: BR402020000003-5
Data do Registro: 25/05/2021
Requerente: Associação dos Fabricantes de Redes de Jaguaruana – ASFARJA
Selo Nacional: Indicação de Procedência
Produto: Redes de dormir. Dez tipos: Açucena, Brim, Bucho de Boi, Casa de Abelha, Dama, Jeans, Maria Bonita, Olho de Peixe, Sarja e Tijubana. A varanda — ornamento lateral feito manualmente — é o elemento de identificação da rede de Jaguaruana. O município possui aproximadamente 200 fábricas de rede, com produção mensal estimada em 100 mil peças e 8 mil empregos diretos e indiretos.
Delimitação geográfica: Totalidade do município de Jaguaruana (867 km²), na região do Vale do Jaguaribe, no estado do Ceará.
História: As heranças culturais de Jaguaruana remetem aos indígenas Tapuias, cuja tradição de descansar em redes tornou-se parte da identidade local. A primeira citação escrita sobre redes em território nacional data de 1500, por Pero Vaz de Caminha. Estima-se que a fabricação em Jaguaruana ocorra desde o século XVIII, passada de geração em geração como herança do mobiliário indígena.
Contato: ASFARJA | Avenida Dr. Antônio da Rocha Freitas, 1639, Centro, Jaguaruana/CE, CEP 62823-000 | Tel.: +55 (88) 3481-1151 | E-mail: pinheirojr.redes@gmail.com
Resende Costa – MG
Artesanato Têxtil em Tear Manual
Indicação Geográfica: Resende Costa – MG
Número do Registro: BR402020000006-0
Data do Registro: 10/08/2021
Requerente: Associação das Empresas do Turismo e do Artesanato de Resende Costa – ASSETURC
Selo Nacional: Indicação de Procedência
Produto: Artesanatos têxteis produzidos por tear manual e produção manual. Para uso do selo: qualidade da matéria-prima (retalho e algodão), intervenção artesanal em todas as fases e realização exclusivamente no município. A cidade possui cerca de 80 lojas especializadas. O segmento movimenta anualmente cerca de R$ 6 milhões. Estimativa: 70% da população vive direta ou indiretamente da atividade.
Delimitação geográfica: Zona rural e urbana do município de Resende Costa, Minas Gerais.
História: A produção têxtil com tear manual remonta ao século XIX em Resende Costa, antes mesmo de sua constituição como município. A técnica de tecelagem é passada de geração em geração, tornando a história da cidade estritamente ligada ao artesanato. A qualidade dos produtos alcançou fama nacional, com grande parte da produção comercializada em outros estados do país.
Contato: ASSETURC | Rua Padre Joaquim Carlos, 254, Centro, Resende Costa/MG, CEP 36340-000 | Tel.: +55 (32) 3354-1059 | Site: www.facebook.com/asseturc/ | E-mail: brdilascio@ufsj.edu.br
Raposa
Panela de Barro
Indicação Geográfica: Raposa
Número do Registro: BR402022000011-1
Data do Registro: 13/08/2024
Requerente: Associação das Produtoras Indígenas Artesanal de Panela de Barro Comunidade Raposa I
Selo Nacional: Indicação de Procedência
Produto: Panela de barro. Produzida artesanalmente a partir de barro extraído na área delimitada, respeitando o saber-fazer cultural da comunidade indígena Macuxi. Resistência térmica de até 1.000°C. A produção é uma atividade essencialmente feminina, passada de mãe para filha entre as gerações.
Delimitação geográfica: Território da Comunidade Indígena Raposa I, inserida na área demarcada do Território Indígena Raposa Serra do Sol, município de Normandia, Roraima.
História: A produção de panelas de barro na Comunidade Raposa I é uma tradição secular do povo Macuxi, com origem ainda no século XIX. A coleta da argila ocorre com a permissão de "Vovó Barro", um espírito da natureza reverenciado pela comunidade. O Festival da Panela de Barro — "Anna Komanto Eseru" em Macuxi — reforça o reconhecimento do artesanato em toda a região e nas rotas turísticas do estado.
Contato: Associação das Produtoras Indígenas Artesanal de Panela de Barro da Comunidade Raposa I | Rua Nascimento Trajano, S/N, Normandia/RR, CEP 69355-000 | Tel.: +55 (95) 99119-845 | E-mail: paneladebarrodaraposa@gmail.com
Jaguaribe
Peças Artesanais em Renda Filé
Indicação Geográfica: Jaguaribe
Número do Registro: BR402023000011-4
Data do Registro: 12/11/2024
Requerente: Associação Renda Filé de Jaguaribe – REFIJA
Selo Nacional: Indicação de Procedência
Produto: Peças artesanais em renda filé. Linhas de 100% algodão ou até 15% de poliéster. Pontos tradicionais: Cerzido, Palhetão, Ponto 8, Corrente, Espinha de peixe, Rosa Pião e Fuxico. Acabamento com cola branca ou grude de amido de milho ou fécula de mandioca. O dia 19 de março é o Dia da Renda Filé no município (Lei de 2022).
Delimitação geográfica: Município de Jaguaribe, no estado do Ceará.
História: O filé foi trazido ao Brasil pelos colonizadores portugueses no século XVII. Em Jaguaribe, ganhou singularidade própria com grande variedade de pontos e cores inspirados na caatinga. Inicialmente confeccionado como telas de pesca, direcionou-se para os bordados. É comum famílias inteiras sentadas nas calçadas dividindo uma tela entre si. As peças aparecem em figurinos de novelas e desfiles de moda. A motivação para a IG surgiu da necessidade de garantir um valor justo às artesãs.
Contato: REFIJA | Sítio Ipueiras, s/n, Distrito de Feiticeiro, Jaguaribe/CE, CEP 63475-000 | Tel.: (88) 98133-0593 | E-mail: igrendafilejaguaribe@gmail.com
Alegria
Peças de Cerâmica
Indicação Geográfica: Alegria
Número do Registro: BR402023000012-2
Data do Registro: 24/04/2025
Requerente: Associação dos Artesãos da Alegria – ADADAI
Selo Nacional: Indicação de Procedência
Produto: Peças de cerâmica. Produção integralmente manual (argila vermelha e roxa, areia peneirada, água potável, madeira de fontes renováveis e tintas óleo/látex). Produtos autorizados: panelas, jarros, travessas, moringas, rosas decorativas, tigelas, luminárias, pratos, cofres, xícaras, bules, canecas, cuscuzeiras, cestas, entre outros.
Delimitação geográfica: Comunidade da Alegria, localizada na área rural do município de Ipu, no Estado do Ceará.
História: A Cerâmica da Alegria é um trabalho artesanal passado de geração em geração, mais conhecido com as louceiras — talentosas artesãs apaixonadas pela arte do barro. A técnica é remanescente da tradição indígena Tabajara. Com o processo de colonização, as peças passaram a ser confeccionadas para novos fins — utensílios domésticos, armazenamento de água e decoração. Em 1997, as ceramistas fundaram a ADADAI.
Contato: ADADAI | Fazenda Alegria, s/n, Zona Rural, Alegria/CE, CEP 62250-000 | Tel.: (88) 99975-3892 | E-mail: ceramicadaalegria@gmail.com
Chulucanas
Cerâmica
Indicação Geográfica: Chulucanas
Número do Registro: Resolução N° 011517 - 2006 /DSD-INDECOPI
Data do Registro: 26 de julho de 2006
Requerente: Consejo Regulador de la Denominación de Origen Cerámica de Chulucanas
Selo Nacional: Selo Oficial de Denominação de Origem
Produto: A cerâmica de Chulucanas é uma expressão artística única, caracterizada por ser moldada à mão com argilas e areias extraídas exclusivamente das jazidas de Chulucanas. Seu valor reside na preservação de técnicas ancestrais resgatadas das culturas Vicús e Tallán, que definem sua identidade.
Um elemento distintivo de seu processo é o uso da folha de mangueira, um recurso próprio da região, como combustível durante a defumação, o que confere à cerâmica seus inconfundíveis tons negros e nuances defumadas.
O processo produtivo começa com a purificação do barro e a elevação da peça, destacando-se a técnica do paleteado. Posteriormente, a superfície é brunida com uma pedra lisa até obter um brilho natural e sedoso, sem necessidade de esmaltes.
Após a queima, a cerâmica é submetida à técnica do negativo, cobrindo os desenhos antes da defumação, processo que utiliza a fumaça das folhas de mangueira para tingir as áreas expostas e criar os contrastes de cor que a tornaram mundialmente famosa.
As técnicas do paleteado, do brunido, do negativo e da defumação não são apenas etapas do processo, mas a marca de Chulucanas. Visualmente, as peças são reconhecidas por seus desenhos de inspiração pré-hispânica e por suas cenas costumbristas que narram a vida de seu povo. É indispensável que toda peça incorpore, no mínimo, a técnica do brunido em alguma de suas fases.
Delimitação geográfica: A zona de elaboração exclusiva é o distrito de Chulucanas, província de Morropón, em Piura. Limita ao norte com Frías (Ayabaca), ao sul com Catacaos (Piura), a leste com La Matanza, Morropón e Santo Domingo, e a oeste com os distritos de Castilla e Tambogrande (Piura).
História: A cerâmica de Chulucanas é uma arte ancestral aperfeiçoada ao longo de séculos, sustentada na herança de diversas culturas pré-colombianas. Sua identidade foi formada a partir de três influências fundamentais.
A primeira vem da cultura Vicús, que contribuiu com o domínio da argila, o uso de engobes, o controle do fogo e as técnicas decorativas da defumação e do negativo. A segunda é o legado da cultura Tallán, que incorporou o método estrutural do paleteado, baseado em pedras redondas e paletas de madeira para moldar as peças.
A terceira influência chegou com a migração do povo oleiro de Simbilá: após o terremoto de 1920, várias famílias se transferiram para Alto Piura, em Chulucanas, onde integraram seus saberes e consolidaram a tradição cerâmica que hoje distingue a região.
Contato: Consejo Regulador de la Denominación de Origen Cerámica de Chulucanas
Endereço: AA.HH. Vate Manrique S/N, Mz. X, Lt. 30
Cidade: Chulucanas – Morropón – Piura – Peru
Telefone: +51 958 520 525
Site: citeceramicachulucanas.com
E-mail: santodio_paz@yahoo.es / mailorub@gmail.com