Cacau e Chocolate

A essência da terra, o prazer do paladar do
Brasil e Peru

Selo IP

Linhares

Brasil

Cacau em Amêndoas

Indicação Geográfica: Linhares

Número do Registro: IG 200909

Data do Registro: 31/07/2012

Requerente: Associação dos Cacauicultores de Linhares – ACAL

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Cacau em amêndoas secas, livres de impurezas, de qualidade superior. O processo de beneficiamento inclui colheita dos frutos maduros, fermentação de 5 a 7 dias (onde se formam os sabores e aromas típicos do chocolate), secagem e classificação. Pesquisas genéticas produziram híbridos resistentes a epidemias, mais produtivos e com sementes maiores. A amêndoa do cacau de Linhares produz o chamado "chocolate fino". Premiada no Salão Internacional de Chocolate em Paris.

Delimitação geográfica: Território do município de Linhares, Espírito Santo, com área total de 760.638 km². O município preserva um dos maiores remanescentes de Mata Atlântica do Brasil, às margens do rio Doce. Cerca de 20.000 hectares cultivados em aproximadamente 600 propriedades, gerando 5.000 empregos no campo.

História: Pequenas roças de cacau já eram inventariadas nos primeiros anos do século XX. Em 1921 foi inaugurada a Estação Experimental de Cacau na fazenda Goytacazes. A Lei n. 1711, de 1929, com concessões gratuitas de glebas às margens do Rio Doce para plantio do cacau, consolidou a produção regional. Desde então, diversas políticas públicas fomentaram o desenvolvimento do cultivo, que se tornou âncora financeira da região e referência nacional em qualidade. A ACAL, em parceria com a CEPLAC, o Instituto Capixaba de Pesquisa e a Prefeitura, atende os produtores para viabilizar a cultura e a preservação da Floresta do Rio Doce.

Contato: ACAL | Rua da Conceição, 567 – Centro, Linhares/ES, CEP 29.900-320 | Tel.: +55 (27) 9 9984-8446 | Site: www.acal.agr.br | E-mail: raphael.mendes@acal.agr.br

Selo IP

Sul da Bahia

Brasil

Amêndoas de Cacau

Indicação Geográfica: Sul da Bahia

Número do Registro: BR402014000011-5

Data do Registro: 24/04/2018

Requerente: Associação dos Produtores de Cacau do Sul da Bahia

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Amêndoas de cacau da espécie Theobroma cacao L. (exceto variedades transgênicas). Produção em sistemas agroflorestais do tipo Cacau-Cabruca — os cacaueiros crescem à sombra das árvores da Mata Atlântica, modelo orgânico de preservação ambiental. Padrão de qualidade: índice de fermentação mínimo de 65%, aroma natural livre de odores estranhos e umidade inferior a 8%.

Delimitação geográfica: Mais de 80 municípios baianos entre os paralelos 13°03' e 18°21' sul e meridianos 38°51' e 40°49' a oeste de Greenwich, com sede em Ilhéus. Inclui municípios como Ilhéus, Itabuna, Itacaré, Belmonte, Porto Seguro, Una, Canavieiras e outros.

História: O cacau chegou à Bahia em 1746. As variedades Comum, Maranhão e Pará estabeleceram a tradição cacaueira baiana, tornando a região mundialmente conhecida. A partir do final da década de 1980, a doença "vassoura-de-bruxa" dizimou as plantações. Após intenso trabalho dos produtores e entidades de apoio, o Sul da Bahia ressurgiu e se consolidou novamente como centro produtor de cacau fino de alta qualidade, associando tradição familiar a novas técnicas de manejo sustentável.

Contato: Associação dos Produtores de Cacau do Sul da Bahia | Praça do Cadete, 06 – São Sebastião, Ilhéus/BA, CEP 45.659-080 | Tel.: +55 (73) 9 9938-1390 | E-mail: cacausulbahia.ig@gmail.com

Selo IP

Tomé-Açu

Brasil

Cacau em Amêndoas

Indicação Geográfica: Tomé-Açu

Número do Registro: BR 402014000010-7

Data do Registro: 29/01/2019

Requerente: Associação Cultural e Fomento Agrícola de Tomé-Açu – ACTA

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Cacau em amêndoas (Theobroma cacao L.) produzido no Sistema Agroflorestal de Tomé-Açu, com mais de 100 combinações diferentes de consórcios de espécies. Qualidade reconhecida pelo "Prêmio Internacional Cocoa of Excellence" no Salão do Chocolate de Paris em 2010. O clima quente e úmido do município (temperatura média de 26,3°C a 27,9°C, precipitação de 2.500 mm/ano) favorece o cultivo.

Delimitação geográfica: Totalidade do município de Tomé-Açu, no estado do Pará. Latitude 02°25'08" S e longitude 48°09'08" O, a 45 metros do nível do mar, com área de 5.145,325 km² e população estimada de 61.095 habitantes.

História: A cacauicultura no Pará influenciou o processo civilizatório da Amazônia — em 1687, no Pará foi instalada a primeira fábrica de chocolate do Brasil. As primeiras sementes foram introduzidas em Tomé-Açu em 1929 pelos imigrantes japoneses. Na década de 1970, com o declínio da pimenta-do-reino, o cacau foi reintroduzido sob orientação da CEPLAC. Em 1976, com a proibição do óleo fóssil em cosméticos pela OMS, os preços do cacau dispararam, motivando o plantio de mais de 1 milhão de cacaueiros entre 1975 e 1976. O Sistema Agroflorestal de Tomé-Açu foi reconhecido com vários prêmios nacionais nos anos 2000.

Contato: ACTA | Av. Dionísio Bentes, s/nº – Vila Quatro Bocas, Tomé-Açu/PA, CEP 68.682-000 | Tel.: (91) 3734-1316 | E-mail: acta_tomeacu@yahoo.com.br

Selo IP

Gramado

Brasil

Chocolate Artesanal

Indicação Geográfica: Gramado

Número do Registro: BR402018000004-3

Data do Registro: 15/06/2021

Requerente: Associação da Indústria e Comércio de Chocolates Caseiros de Gramado – ACHOCO

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Chocolate artesanal. Produtos autorizados: barras, ramas, figuras, bombons, trufas e drágeas de chocolate ao leite, branco, meio amargo e amargo — todos com massa de cacau inteiramente produzida em Gramado. Proibido o uso de leite em pó, cacau em pó, soro de leite em pó e gordura vegetal. Gramado recebeu em 2020 o título de Capital Nacional do Chocolate Artesanal. O município possui 19 fábricas e produz mais de 1 milhão de kg de chocolate por ano, metade para a Páscoa. Primeira IG para chocolate artesanal do Brasil.

Delimitação geográfica: Limites geopolíticos do município de Gramado, Rio Grande do Sul. Localizada na Serra Gaúcha, a 830 m acima do nível do mar, a 115 km de Porto Alegre, com clima úmido e temperado propício ao consumo de chocolate.

História: A história de Gramado foi influenciada pela imigração europeia no século XIX e início do XX. Os imigrantes trouxeram as habilidades artesanais de produção do chocolate. Em 1975, foi inaugurada a primeira fábrica de chocolate caseiro. Com a expansão das empresas produtoras, o chocolate artesanal de Gramado tornou-se reconhecido nacionalmente. Desde 1994, a cidade sedia anualmente o Chocofest. O turismo responde por 90% da receita municipal.

Contato: ACHOCO | Rua Pref. Waldemar Frederico Weber, 365, Floresta, Gramado/RS, CEP 95670-000 | Tel.: +55 (54) 3286-2310 | Site: facebook.com/ACHOCORS | E-mail: bfsachoco@gmail.com

Selo IP

Rondônia

Brasil

Cacau em Amêndoas

Indicação Geográfica: Rondônia

Número do Registro: BR402022000004-9

Data do Registro: 14/11/2023

Requerente: CACAURON – Associação dos Cacauicultores e Chocolateiros de Rondônia

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Cacau em amêndoas (Theobroma cacao). Padrão mínimo: mínimo de 65% de amêndoas fermentadas, classificação ISO 2451 tipo I, umidade entre 7% e 7,5%, menos de 3% de mofo interno e 0,75% de impurezas. Teor de manteiga entre 56% e 58%, com ácidos graxos livres abaixo de 1%. Qualidade físico-química considerada superior à da África Ocidental (padrão mundial). Produzido predominantemente por agricultores familiares em Sistemas Agroflorestais (SAFs).

Delimitação geográfica: Totalidade do estado de Rondônia, com seus 52 municípios. Clima equatorial com temperatura média anual de 26°C, chuvas abundantes e mínimo de 5 horas diárias de insolação ao longo do ano.

História: O registro histórico da existência do cacau em Rondônia data de meados de 1790. O plantio comercial iniciou-se em 1970 como parte de esforços federais para aumentar a produção de cacau e fixar o homem no campo. Em 1971, os primeiros cacaueiros foram plantados em Ouro Preto do Oeste pelo INCRA, expandindo-se para Ariquemes, Jaru, Cacoal e Ji-Paraná. A produção saltou de 2.422 toneladas em 1980 para 40.460 toneladas em 1985. Em 2003, Rondônia ocupava a primeira posição na produção de cacau na Amazônia Ocidental. A cacauicultura demanda preservação da floresta nativa para o sombreamento necessário ao cultivo, tornando-se uma atividade sustentável e conservacionista.

Contato: CACAURON | Rua Goiânia, 809, Sala A, Nova Brasília, Ji-Paraná/RO, CEP 76.908-462 | E-mail: estevammf1@gmail.com

Selo DO

Cacao Amazonas Perú

Peru

Cacau

Indicação Geográfica: Cacao Amazonas Perú

Número do Registro: Resolução N° 014866-2016/DSD-INDECOPI

Data do Registro: 29 de agosto de 2016

Requerente: Conselho Regulador – Associação de Produtores Organizados da Denominação de Origem Cacao Amazonas Perú (Procacao)

Selo Nacional: Denominação de Origem

Produto: O Cacao Amazonas Perú é um cacau nativo que se distingue por sua origem, genética e qualidade. Trata-se de um grão seco fermentado que nasce do trabalho organizado e da herança cultural das famílias produtoras da região. Sua produção preserva crenças ancestrais, como a prática de alinhar o processo produtivo — da semeadura e poda ao adubamento e à colheita — com as fases lunares.

O cultivo é realizado sob sombra, com uso de flora nativa como seringueira, bananeira e pacay. A pós-colheita inclui fermentação de 7 dias em caixotes de madeira, seguida de secagem controlada que combina exposição ao sol com períodos à sombra até atingir umidade ideal. Por fim, os grãos são peneirados e envasados em sacos de juta.

As comunidades e famílias produtoras associadas gerenciam as atividades de pós-colheita, o que garante uniformidade ao produto. Além disso, implementaram um sistema de rastreabilidade que assegura a excelência do produto final.

Delimitação geográfica: A zona geográfica delimitada situa-se na ecorregião de floresta baixa da região Amazonas (províncias de Bagua e Utcubamba), em uma faixa altitudinal que vai de 400 a 1.200 metros acima do nível do mar. O território caracteriza-se por uma paisagem de floresta tropical com complexa topografia de colinas, terraços e montanhas, moldada pela Cordilheira dos Andes e por uma extensa rede hídrica liderada pela bacia do rio Marañón.

O sabor distinto desse cacau provém do seu entorno. Cultivado em um clima muito úmido, com temperaturas estáveis e chuvas constantes, o ambiente regula a radiação solar e permite que o grão acumule melhor gorduras e flavonoides, conferindo aroma agradável e amargor equilibrado. O cacau cresce ainda em solos franco-argilosos e moderadamente alcalinos, irrigados com águas também alcalinas — condições que favorecem a troca de nutrientes e melhoram a qualidade do produto.

História: A história deste cacau começa em tempos pré-colombianos, quando os habitantes do vale do Utcubamba o encontraram em estado silvestre. Naquela época, não era utilizado para fazer chocolate: valorizava-se a árvore pela sombra, consumia-se a polpa doce e preparavam-se bebidas fermentadas como a chicha.

No século XVI, os missionários jesuítas que chegaram a Bagua e Utcubamba incentivaram o cultivo e introduziram o conhecimento para transformar a semente em chocolate. Relatos da época já mencionavam a abundância de cacau na região, mas foram os jesuítas que promoveram seu plantio organizado e seu processamento.

Com o tempo, comunidades locais — como a comunidade Awajun — adotaram essas práticas e as transmitiram por gerações. Ainda no final do século XIX, produtores viajavam a Jaén para obter mudas melhoradas. Assim, a tradição ancestral se combinou com as técnicas introduzidas no período colonial, dando forma à identidade cacaueira da região.

Contato: Procacao – Conselho Regulador | Jr. Amazonas S/N, Cajaruro, Utcubamba, Amazonas, Peru | Tel.: +51 932215804 | Site: www.procacaoperu.org | Facebook: facebook.com/share/1BfSuCwsoE | E-mail: gerencia@procacaoperu.org