Paraty
Cachaça e Aguardente
Indicação Geográfica: Paraty
Número do Registro: IG200602
Data do Registro: 10/07/2007
Requerente: Associação dos Produtores e Amigos da Cachaça Artesanal de Paraty – APACAP
Selo Nacional: Denominação de Origem
Produto: Cachaça, cachaça envelhecida, cachaça Premium e aguardente da cana composta azulada. Produção artesanal e familiar, com limites máximos de produção estabelecidos e tradição secular, controlada pelo Conselho Regulador da APACAP. Toda a cana-de-açúcar é produzida em áreas agrícolas respeitando requisitos ambientais e sociais. A área total da Denominação de Origem é de aproximadamente 90 mil hectares.
Delimitação geográfica: Município de Paraty, Rio de Janeiro, com área total de 700 km². Limitado por serras ao norte, oeste e leste e pelo Oceano Atlântico ao sul. Abriga um Parque Nacional, uma Reserva Ecológica e uma Área de Proteção Ambiental.
História: A cachaça de Paraty é produzida desde o século XVII. A partir do início do século XVIII, Paraty era o único caminho entre o Rio de Janeiro e as minas de ouro de Minas Gerais, tornando-se um dos mais importantes portos do Brasil Colônia. Em 1820, havia mais de 150 alambiques e 12 engenhos de açúcar. No século XVIII, a cachaça já era exportada para a Europa como aperitivo. Com a abertura da estrada de ferro D. Pedro II em 1870 e a Lei Áurea em 1888, a produção entrou em declínio. O "século de abandono" preservou toda a Vila histórica. Um grupo de produtores locais resgatou a produção no século XX, fundando a APACAP.
Contato: APACAP | Av. Roberto Silveira, s/n, Loja 4, Shopping Paraty, Centro, Paraty/RJ, CEP 23.970-000 | Tel.: +55 (24) 2122-0632 | Site: www.apacap.com.br | E-mail: contato@apacap.com.br
Região de Salinas
Cachaça Artesanal
Indicação Geográfica: Região de Salinas
Número do Registro: IG200908
Data do Registro: 16/10/2012
Requerente: Associação dos Produtores Artesanais de Cachaça de Salinas – APACS
Selo Nacional: Indicação de Procedência
Produto: Aguardente de cana tipo cachaça. Obtida da destilação do mosto fermentado da cana-de-açúcar, produzida exclusivamente em alambiques e condensadores de cobre. A principal variedade de cana utilizada é a Java, desde a década de 1930. Método artesanal passado de geração a geração. A Região de Salinas é o maior polo de produção de cachaça artesanal do Brasil, tanto em volume quanto em número de marcas.
Delimitação geográfica: Área total de 2.541,99 km² abrangendo a totalidade dos municípios de Salinas e Novorizonte e parte de Taiobeiras, Rubelita, Santa Cruz de Salinas e Fruta de Leite, no norte de Minas Gerais. Clima semiárido com baixo índice pluviométrico de 700 mm anuais.
História: A produção de cachaça artesanal iniciou-se no final do século XIX com os escravos que lidavam com o gado. Em 1876, Balduíno Afonso dos Santos trouxe da Bahia as primeiras mudas de cana caiana. Em 1930, o fazendeiro João da Costa introduziu a variedade Java, que se adaptou ao clima e solo. A partir da década de 1940, Anísio Santiago foi o primeiro produtor a legalizar a produção artesanal. Em 2004, o Ministério da Educação implementou o curso superior de cachaça em Salinas. Em 2012, foi inaugurado o Museu da Cachaça na cidade.
Contato: APACS | Av. Antonio Carlos, 1250, Casa Blanca – Museu da Cachaça, Salinas/MG, CEP 30.900-560 | Tel.: +55 (38) 3841-3431 | Site: www.apacs.com.br | E-mail: apacs@apacs.com.br
Microrregião de Abaíra
Cachaça Artesanal
Indicação Geográfica: Microrregião de Abaíra
Número do Registro: BR402012000001-2
Data do Registro: 14/10/2014
Requerente: Associação dos Produtores de Aguardente de Qualidade da Microrregião Abaíra – APAMA
Selo Nacional: Indicação de Procedência
Produto: Aguardente de cana do tipo cachaça. Graduação alcoólica levemente menor e características sensoriais peculiares. Levedura natural da região (Saccharomyces cerevisiae). Na destilação, somente o "coração" é utilizado — cauda e cabeça são descartados. Produção artesanal por agroindústrias familiares nos municípios de Abaíra, Jussiape, Mucugê e Piatã.
Delimitação geográfica: Região da Chapada Diamantina, Bahia, abrangendo parte dos municípios de Abaíra, Jussiape, Mucugê e Piatã, a aproximadamente 600 km de Salvador. Estação seca de abril a outubro e chuvosa de novembro a março.
História: A história da cachaça de alambique confunde-se com a história da região, com tradição de mais de 450 anos. A Chapada Diamantina foi palco dos ciclos do garimpo de ouro e diamante no século XVII. Na década de 1980, os pequenos produtores iniciaram um trabalho de beneficiamento e qualidade, modernizando uma produção que era a mesma desde os tempos coloniais. Hoje a cachaça da Microrregião de Abaíra está entre as melhores do Brasil. A região possui o Festival da Cachaça entre seus atrativos culturais.
Contato: COOAPAMA | Rodovia BA 148, km 124, Fazenda Salgado, Abaíra/BA, CEP 46.690-000 | Tel.: +55 (77) 3476-2348 | E-mail: cooapama@yahoo.com.br
Morretes
Cachaça e Aguardente de Cana
Indicação Geográfica: Morretes
Número do Registro: BR402020000005-1
Data do Registro: 05/12/2023
Requerente: Associação dos Produtores de Cachaça de Morretes – APOCAM
Selo Nacional: Indicação de Procedência
Produto: Aguardente de cana (38% a 54% vol) e cachaça (38% a 48% vol), produzidas a partir de uma variedade única e centenária de cana chamada Baianinha. Morretes contribui com 30% da produção paranaense de aguardente e cachaça. Em 2016, ganhou o título de melhor cachaça do Brasil na 2ª Cúpula da Cachaça. Três rótulos premiados no Concurso Mundial de Bruxelas.
Delimitação geográfica: Município de Morretes, Paraná, a 70,40 km de Curitiba. Área total de 687,541 hm². Região tombada pelo Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural do Paraná em 1986 e reconhecida pela UNESCO como Reserva da Biosfera da Mata Atlântica em 1991. Apenas 30% do território podem ter uso residencial ou empresarial.
História: Os registros de produção de cachaça em Morretes datam do século XVI. No período imperial, Dom Pedro II permitiu a instalação de um engenho. Com a imigração italiana no século XIX, mais de 50 produtores passaram a tirar a essência da cana, conferindo notoriedade além dos limites locais, com exportações para outras regiões. Ao longo dos anos, o produto sofreu transformações sem perder seu significado cultural, consolidando-se como um tradicional centro produtor. Os produtores abrem suas usinas e alambiques a visitas turísticas e à degustação.
Contato: APOCAM | Estrada do Anhaia, km 2,4, Morretes/PR, CEP 83350-000 | E-mail: fabricio@welge.com.br
Viçosa do Ceará
Cachaça
Indicação Geográfica: Viçosa do Ceará
Número do Registro: BR402022000023-5
Data do Registro: 24/04/2024
Requerente: Associação Amigos Produtores de Cachaça Superior de Viçosa do Ceará – APCVIC
Selo Nacional: Indicação de Procedência
Produto: Cachaça artesanal. Obtida pela destilação em alambiques de cobre da garapa fermentada da cana-de-açúcar plantada e colhida no próprio município, sem agrotóxicos e com colheita manual. Moagem 24h após a colheita, fermentação com fermento natural de cada produtor. Somente o "Coração" é utilizado. Cachaça prata com descanso mínimo de 6 meses ou envelhecida por mínimo de 1 ano em tonéis de madeiras nobres. Graduação alcoólica de 38% a 48% vol.
Delimitação geográfica: Limites políticos do município de Viçosa do Ceará, com área total de 1.311,6 km², localizado na Serra da Ibiapaba, estado do Ceará.
História: A produção de cachaça no Ceará teve início por volta de 1622. O município de Viçosa do Ceará tornou-se conhecido pela produção de cachaça de qualidade entre os séculos XVIII e XIX. Os produtores participam de todas as etapas da fabricação, do plantio ao engarrafamento. Desde 2007, o Festival Mel, Chorinho e Cachaça integra turismo, cultura e agronegócio na região. O município é citado como "a terra da cachaça boa" pelo crescente reconhecimento nacional e internacional.
Contato: APCVIC | Rua Lamartine Nogueira, 488B, Centro, Viçosa do Ceará/CE, CEP 62300-000 | Tel.: (85) 99603-9059 | E-mail: apcvic.vicosa@gmail.com
Luiz Alves
Cachaça e Aguardente
Indicação Geográfica: Luiz Alves
Número do Registro: BR412022000009-6
Data do Registro: 06/08/2024
Requerente: APCALA – Associação dos Produtores de Cachaça Artesanal de Luiz Alves
Selo Nacional: Denominação de Origem
Produto: Cachaça (do caldo de cana-de-açúcar) e Aguardente (do melado de cana concentrado a no mínimo 65° Brix — tradição trazida pelos imigrantes europeus). Utiliza leveduras nativas únicas da região, que proporcionam fermentação lenta e álcoois de elevada qualidade, com notas de amêndoas, mel, café e traços minerais. Envelhecida em barricas de carvalho francês ou madeiras brasileiras por 5 a 32 anos. A APCALA conta com 10 alambiques associados, alguns centenários, e a maior densidade de alambique por metro quadrado do Brasil — 10 alambiques visitáveis em menos de 25 km.
Delimitação geográfica: Totalidade do município de Luiz Alves, Santa Catarina, com área total de 260,08 km², entre os paralelos 26°37'37,44"S, 48°50'29,58"W e 26°49'25,73"S, 48°49'10,95"W. Clima temperado úmido com temperatura amena, favorável ao envelhecimento das bebidas.
História: As primeiras cachaças de Luiz Alves remontam ao século XIX, quando a produção de açúcar era atividade econômica importante desde a colonização do município. A cachaça artesanal, inicialmente em pequena escala, logo se tornou produto relevante pelo seu diferencial. O saber-fazer da aguardente de melado, bem como o uso do fermento natural com leveduras nativas, são repassados de geração em geração. As leveduras são compartilhadas entre os produtores, promovendo aprimoramento coletivo das características únicas da bebida.
Contato: APCALA | Rua Professor Simão Hess, 280, Luiz Alves/SC, CEP 89128-000 | Tel.: 47 99972-5757 | E-mail: orecior@hotmail.com
Pisco
Aguardente de Uva
Indicação Geográfica: Pisco
Número do Registro: Resolução Diretorial N° 072087-DIPI
Data do Registro: 12/12/1990
Requerente: Comissão Nacional do Pisco – CONAPISCO
Selo Nacional: Denominação de Origem
Produto: O Pisco é a primeira e mais emblemática Denominação de Origem peruana. Trata-se de um aguardente de uva obtido pela destilação de mostos frescos de "uvas pisqueras", recentemente fermentados. Suas qualidades especiais derivam do meio geográfico de produção e dos métodos tradicionais de processamento — fermentação e destilação realizadas segundo parâmetros específicos e tradicionais. É produzido com as uvas pisqueras Quebranta, Negra Criolla, Mollar, Uvina, Italia, Torontel, Moscatel e Albilla, cultivadas exclusivamente na zona geográfica pisqueira. Caracteriza-se pela cor transparente, aromas agradáveis de frutas, sabor especial e teor alcoólico mínimo de 38°. Em boca, oferece sensação levemente alcoólica, com notas limpas, finas e isentas de impurezas.
Delimitação geográfica: Produzido ao longo da costa centro e sul do Peru, na "zona pisqueira" — área que abrange vales e localidades de cinco departamentos: Lima, Ica, Arequipa, Moquegua e os vales de Locumba, Sama e Caplina (departamento de Tacna). A produção está restrita à faixa altitudinal de 0 a 2.000 m acima do nível do mar. O caráter distintivo do Pisco deriva das condições agroclimáticas da zona, influenciada pelos rios andinos e pela fria corrente de Humboldt. A elevada quantidade de horas de sol permite alta concentração de açúcares na uva. A escassez de chuvas e a baixa umidade garantem a sanidade e a qualidade do fruto, criando as condições ideais para um aguardente com extraordinária riqueza alcoólica.
História: A origem do Pisco remonta a tempos pré-hispânicos, quando a etnia Paraka — reconhecida pela sua avançada cerâmica — produzia botijas cônicas de barro (conhecidas como "pisqos" ou "botijas pisqueiras") para armazenar e transportar bebidas fermentadas como a chicha. Esses recipientes foram os primeiros utilizados na produção e conservação do aguardente que mais tarde adotaria o nome de Pisco. Durante o período colonial, com a introdução da viticultura no Peru e o desenvolvimento de técnicas locais de fermentação e destilação, os produtores passaram a usar alambiques para obter um aguardente puro e de alta qualidade. Ao longo dos séculos XVIII e XIX, o Pisco adquiriu importância tanto no mercado nacional quanto no comércio internacional.
Contato: CONAPISCO | Calle Uno Oeste 060, Urb. Corpac, San Isidro, Lima, Peru | Tel.: (511) 6162222 ramal 3401 | Site: www.conapisco.org.pe | E-mail: conapisco@produce.gob.pe