Queijo

Sabor, maturação e identidade do
Brasil e Peru

Selo IP

Serro

Brasil

Queijo Artesanal

Indicação Geográfica: Serro

Número do Registro: IG201001

Data do Registro: 13/12/2011

Requerente: Associação dos Produtores Artesanais do Queijo do Serro – APAQS

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Queijo artesanal de leite cru e integral de vaca. Cor branca amarelada, formato cilíndrico, peso entre 700 g e 1.000 g. Produzido com leite cru a partir de processo artesanal. Clima tropical de altitude, com altitude variando entre 600 e 1.200 m. A região possui 98 produtores cadastrados pelo IMA no Programa Queijo Minas Artesanal.

Delimitação geográfica: Municípios de Alvorada de Minas, Conceição do Mato Dentro, Dom Joaquim, Materlândia, Paulistas, Rio Vermelho, Sabinópolis, Santo Antônio de Itambé, Serra Azul de Minas e Serro, na Serra do Espinhaço, centro-nordeste de Minas Gerais.

História: A tradição do queijo do Serro foi introduzida pelos colonizadores portugueses oriundos da Serra da Estrela há mais de dois séculos, quando se formaram as primeiras fazendas de gado para dar suporte à exploração do ouro e do diamante. Com a decadência do ciclo do ouro, o queijo garantiu divisas para a região e consagrou-se como símbolo de identidade cultural. Na região, o queijo é mais que um produto — é uma herança passada de pai para filho. O município do Serro, ligado à história do Brasil Colônia, teve seu conjunto arquitetônico agraciado com o primeiro tombamento de caráter nacional do país.

Contato: APAQS | Praça Angelo Miranda, 108 – Centro, Serro/MG, CEP 39.150-000 | Tel.: +55 (38) 3541-1281 | E-mail: apaqs_serro@yahoo.com.br

Selo IP

Canastra

Brasil

Queijo Artesanal

Indicação Geográfica: Canastra

Número do Registro: IG201002

Data do Registro: 13/03/2012

Requerente: Associação dos Produtores do Queijo Canastra – APROCAN

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Queijo artesanal de leite cru. Formato cilíndrico, ligeiramente abaulado nas laterais, 15 a 17 cm de diâmetro e 4 a 6 cm de altura. Casca lisa amarelada que escurece com a maturação. Massa amarelada homogênea com poucas olhaduras. Sabor suave, levemente picante, ligeiramente ácido. O paladar inconfundível depende dos "pingos" — água que escorre do queijo ressecado com sal e é misturada ao leite da produção seguinte.

Delimitação geográfica: Municípios de Piumhi, Vargem Bonita, São Roque de Minas, Medeiros, Bambuí, Tapiraí e Delfinópolis, ao sudoeste de Minas Gerais, com área total de 7.452 km². Altitude entre 637 e 1.485 m.

História: A colonização da Serra da Canastra se deu no século XIX por famílias vindas de São João Del Rei e do Sul de Minas em busca de diamantes. A agricultura de subsistência aproveitava terras férteis nas nascentes do Rio São Francisco. Essas famílias trouxeram o conhecimento da produção de queijo artesanal com leite cru. Foi no período de armazenamento — quando o queijo era guardado para a seca — que se descobriu a qualidade excepcional do Canastra. A Instrução Normativa nº 30/2013 do MAPA regulamentou e autorizou a venda dos queijos artesanais de leite cru para todo o Brasil, em grande parte influenciada pela notoriedade deste produto.

Contato: APROCAN | Rua Ana Umbelina, 122, Carmo de Minas/MG, CEP 37.472-000 | Tel.: +55 (35) 3334-1700 | Site: queijodacanastra.com.br | E-mail: aprocan_queijocanastra@yahoo.com.br

Selo IP

Colônia Witmarsum

Brasil

Queijo Colonial

Indicação Geográfica: Colônia Witmarsum

Número do Registro: BR402015000010-0

Data do Registro: 24/04/2018

Requerente: Cooperativa Mista Agropecuária Witmarsum Ltda.

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Queijo colonial. Produzido com leite das raças holandesa e pardo-suíça. Coloração amarela, massa semi-mole, fechada com pequenas olhaduras. Casca amarela intensa devido ao tratamento com urucum. Sabor suave e muito saboroso. São produzidas 20 toneladas por mês, abastecendo mercados em todo o Paraná e em diversos outros estados.

Delimitação geográfica: Território da Colônia Witmarsum — antiga Fazenda da Cancela no município de Palmeira/PR, na parte oriental do segundo planalto paranaense. Área de 7.800 hectares, altitude de 865 metros, latitude 25°25'46"S e longitude 50°00'23"O.

História: A base econômica da Colônia Witmarsum é proveniente da pecuária leiteira desde sua fundação em 1951 por alemães de origem menonita. A primeira usina foi criada em 1961, com foco em queijos, nata, manteiga e leite. O processamento de queijos finos teve início em 2002, com receitas criadas por um mestre queijeiro suíço. A combinação de métodos artesanais e padrões de qualidade é o trunfo da cooperativa, que dos 25 mil litros de leite processados diariamente destina quase metade à produção de queijos finos — recomendados em jornais especializados e feiras gourmet de Curitiba.

Contato: Cooperativa Mista Agropecuária Witmarsum Ltda. | Av. Presidente Ernesto Geisel, s/nº, Colônia Witmarsum, Palmeira/PR, CEP 84.130-000 | Tel.: +55 (42) 3254-4000 | E-mail: witmarsum@witmarsum.coop.br

Selo DO

Campos de Cima da Serra

Brasil

Queijo Artesanal Serrano

Indicação Geográfica: Campos de Cima da Serra

Número do Registro: BR412017000006-3

Data do Registro: 03/03/2020

Requerente: Federação das Associações de Produtores de Queijo Artesanal Serrano de SC e RS – FAPROQAS

Selo Nacional: Denominação de Origem

Produto: Queijo Artesanal Serrano. Fabricado a partir de leite de vaca cru, hígido, integral, recém-ordenhado (até duas horas após a ordenha), produzido e processado exclusivamente na propriedade de origem. Adição de coalho industrializado e sal. Feito com leite de vacas de raças de corte ou mista, alimentadas com pastagens nativas. Textura amanteigada, aroma e sabor que se acentuam com a maturação. Produção anual de 1,6 tonelada, faturamento bruto de aproximadamente R$ 21 milhões, com mais de 3.000 produtores.

Delimitação geográfica: Área de 34.372 km² abrangendo 18 municípios de Santa Catarina e 16 do Rio Grande do Sul, no Planalto Sul Catarinense e Nordeste do RS. Altitude entre 700 e 1.800 m, temperatura média anual de 13° a 16°C.

História: Os primeiros registros da produção do queijo artesanal serrano datam da primeira metade do século XVIII, com os portugueses que colonizaram a região. Conta a história que o gado deixado pelos padres jesuítas foi amansado pelos primeiros proprietários rurais, que iniciaram a ordenha para confecção do queijo. A herança lusitana foi transmitida por gerações ao longo de mais de 200 anos até os atuais produtores.

Contato: FAPROQAS | Rua Otacílio Vieira da Costa, Centro, Lages/SC, CEP 88501-050 | Tel.: +55 (49) 3289-6413 | E-mail: ulisses@epagri.sc.gov.br

Selo IP

Marajó

Brasil

Queijo de Búfala

Indicação Geográfica: Marajó

Número do Registro: BR402018050007-0

Data do Registro: 23/03/2021

Requerente: Associação dos Produtores de Leite e Queijo do Marajó – APLQMarajó

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Queijo elaborado artesanalmente com leite de búfala (ou composição com até 40% de leite bovino), obtido por coagulação espontânea e adicionado de creme de leite ou manteiga. Dois tipos: Creme (com creme de leite) e Manteiga (com manteiga). Gordura total máx. 40%, umidade entre 35% e 50%, NaCl entre 1% e 2%. Estimam-se 70 queijarias produzindo entre 60 e 100 kg/dia na safra.

Delimitação geográfica: Sete municípios do arquipélago do Marajó, microrregião do Arari, estado do Pará: Cachoeira do Arari, Chaves, Muaná, Ponta de Pedras, Salvaterra, Santa Cruz do Arari e Soure. Área total de 28.948 km².

História: Os primeiros búfalos chegaram à Ilha do Marajó entre o final do século XIX e o início do XX. Até então, o queijo era produzido com leite de vaca por fazendeiros portugueses e franceses. Com o aumento do rebanho bubalino, o produto passou a ser elaborado exclusivamente com leite de búfala. Atualmente, o maior rebanho de búfalos do Brasil está no arquipélago — cerca de três vezes a população de todos os seus municípios. O Pará detém cerca de 40% do rebanho nacional, com aproximadamente 520 mil cabeças.

Contato: APLQMarajó | Rua Décima, entre TV. Quarta e TV. Quinta, 222, Bairro Matinha, Soure/PA, CEP 68870-000 | Tel.: +55 (91) 98106-5626

Selo IP

Cerrado

Brasil

Queijo Minas Artesanal

Indicação Geográfica: Cerrado

Número do Registro: BR402022000008-1

Data do Registro: 01/07/2023

Requerente: Associação de Produtores de Queijo Minas Artesanal do Cerrado – Associação Queijo do Cerrado

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Queijo de leite de vaca cru integral. Fabricado com adição de cultura láctea natural (o "Pingo"), coalho industrializado e sal, maturado por mínimo de 22 dias. Alta umidade, prensagem manual com tecido dessorador. Formato cilíndrico padrão (15-17 cm de diâmetro) e merendeiro (9 cm). Sabor amanteigado e consistência macia típicos.

Delimitação geográfica: 19 municípios de Minas Gerais, incluindo Carmo do Paranaíba, Patrocínio, Patos de Minas, São Gotardo, Coromandel e outros, no Alto Paranaíba. Clima tropical de altitude, temperatura média de 22°C, altitude de 600 a 1.200 m.

História: Portugueses e brasileiros foram para a região do Cerrado mineiro em busca de ouro e pedras preciosas. Com o tempo, a pecuária tornou-se a nova fonte de recursos. A grande quantidade de leite produzida e não consumida estimulou a produção de queijos artesanais. Com a chegada das ferrovias — Cia. Mogiana em 1872 e Rede Mineira de Viação em 1913 — o escoamento dos queijos facilitou-se e a região tornou-se conhecida pela produção. Em 2006, a criação do selo "Queijo do Cerrado" destacou que os queijos deveriam ser consumidos mais cedo, quando a maturação confere o sabor amanteigado típico.

Contato: Associação Queijo do Cerrado | Carmo do Paranaíba/MG | Site: www.queijodocerradomineiro.com.br | E-mail: contato@queijodocerradomineiro.com

Selo IP

Autazes

Brasil

Queijo Artesanal Amazônico

Indicação Geográfica: Autazes

Número do Registro: BR402022000022-7

Data do Registro: 10/09/2024

Requerente: Associação de Produtores dos Queijos de Autazes

Selo Nacional: Indicação de Procedência

Produto: Queijo de leite cru bovino e/ou bubalino. Formato retangular, sabor fresco levemente salgado e ácido, textura macia. O queijo bovino apresenta coloração levemente amarelada; o bubalino, levemente esbranquiçada. O município conta com 6 fábricas de laticínios, 6 queijarias flutuantes e 9 queijarias com SIE, com mais 14 em processo de obtenção do selo. Destaque para as queijarias flutuantes — adaptação única aos ciclos de cheia e seca dos rios amazônicos.

Delimitação geográfica: Totalidade do território político-administrativo do município de Autazes, na Região Metropolitana de Manaus, estado do Amazonas.

História: A produção de queijo em Autazes tornou-se conhecida pela combinação de técnicas tradicionais e adaptações ao meio geográfico amazônico. O ciclo das águas da Amazônia moldou a atividade produtiva: para superar os desafios das inundações periódicas, os produtores criaram as queijarias flutuantes, que garantem a continuidade da produção durante todo o ano. O leite provém de criações alimentadas por pastagens naturais adaptadas às condições tropicais. A coagulação natural com coalho vegetal remete às origens da queijaria artesanal, enquanto a coletividade investe em equipamentos modernos e boas práticas para padronização e sanidade alimentar.

Contato: Associação de Produtores dos Queijos de Autazes | Avenida Autazes, 170, Centro, Autazes/AM, CEP 69240-000 | E-mail: gibson.diego@hotmail.com